
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, condenou a proposta de anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro. Durante entrevista ao programa Levante a Voz, na Rádio Andaiá FM, nesta quinta-feira (11), ele afirmou que perdoar os responsáveis seria um incentivo a novos ataques contra as instituições brasileiras.
“Não existe anistia. Anistia é, na verdade, um incentivo a novas badernas, como foi a baderna de oito de fevereiro.”
Wagner lembrou que a anistia de 1979 aconteceu em outro contexto histórico, ao encerrar o ciclo da ditadura militar e abrir caminho para a redemocratização, e disse que nada parecido ocorreu após os eventos de janeiro:
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“Qual foi o ciclo histórico encerrado em 8 de janeiro? Nenhum, a vida democrática continuou normalmente. Anistia pressupõe que se anistie um lado e outro que estavam brigando. Que dois lados que existem aí? Só tem um, dos que tentaram agredir a democracia”, esclareceu.”
Julgamento baseado em provas e compromisso democrático
Para o senador, o julgamento deve seguir estritamente as provas apresentadas e servir como exemplo para impedir novas aventuras golpistas:
“Eu não tenho torcida, eu tenho minha convicção. Eles merecem ser condenados pra não estimular outros a entrarem na mesma aventura de romper a democracia no Brasil.”
Ele também destacou que sua defesa das instituições vai além de alinhamentos partidários: “Eu sou do PT, mas antes de ser do PT, eu sou um democrata. Sem a democracia, não tem partido político, não tem eleição pra prefeito, pra governador, pra presidente da República.”
Wagner concluiu dizendo que o país vive o período mais longo de estabilidade democrática de sua história e defendeu união entre diferentes correntes políticas para evitar retrocessos.


