
O vereador Uberdan Cardoso (PT) afirmou que, nos bastidores da política em Santo Antônio de Jesus, as conversas sobre o Plano Municipal que prevê a criação da Secretaria de Segurança Pública, estariam voltadas para a disputa sobre quem ocupará o cargo de secretário, e não sobre o conteúdo das políticas públicas. “Quer dizer, a discussão é o nome, é o emprego de uma pessoa, não se discute segurança pública como uma política pública”, afirmou o vereador.
Durante discurso na Câmara de Vereadores, Uberdan criticou o foco das discussões e afirmou que há uma distância entre os problemas relatados pela população nas rádios locais e os temas abordados nas sessões.
“Quem ouve os programas da Andaiá, das emissoras co-irmãs, vê as pessoas, ouvem as pessoas também, ligando para a rádio para falar dos vários problemas da cidade. É impressionante que quando você chega na Câmara de Vereadores, parece que nenhum desses problemas existem. Por quê? Porque você tem uma situação com 13 vereadores, que quando trazem pautas de problemas, tem que ser pautas estaduais. Ou seja, você tem em Santo Antônio de Jesus a construção do vereador estadual, é o vereador que acha que o governo Jerônimo tem problemas, mas que o governo Genival é um governo maravilhoso. Então, eu me sinto às vezes muito sozinho e preciso selecionar as pautas, porque se for toda semana para falar, eu tenho pouco tempo, eu tenho 10, 15 minutos para fazer do pequeno em grande expediente as minhas falas. Então, eu tenho escolhido problemas mais crônicos”, disse.
O parlamentar também lembrou que apresentou, em 14 de janeiro de 2025, um projeto de lei que criou o Gabinete de Gestão Integrada de Segurança Pública, sancionado pelo prefeito Genival Deolino. Uberdan questionou o que foi feito após a aprovação da lei e quantas vezes o gabinete se reuniu com os órgãos de segurança.
“Antes de se fazer essa Secretaria de Segurança Pública, eu trouxe pra mostrar aqui a vocês do dia 14 de janeiro de 2025, eu fui o autor de um projeto de lei que virou lei, que cria um gabinete de gestão integrada de segurança pública, que o prefeito preside, ele assinou isso aqui, ele transformou em lei e a pergunta que eu faço é: prefeito, de janeiro pra cá, quantas vezes o senhor se reuniu com o Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública Estadual, Polícias Militar, Civil, Corpo de Bombeiros, OAB, Comandante da Guarda, para começar a planejar uma gestão integrada de segurança pública? Nunca. Nunca”, afirmou.




