
Único opositor ao governo de Genival Deolino na Câmara de Santo Antônio de Jesus, o vereador Uberdan Cardoso (PT) afirmou sentir falta de debates na Casa. Segundo o parlamentar, a população está desacreditada, pois “quem anda na cidade vê que a cidade tá vivendo muitos problemas, mas quando chega na Câmara, parece que os problemas deixaram de existir”. Para Uberdan, as sessões têm funcionado apenas como um “beijamão do prefeito”.
A declaração foi dada em entrevista ao Blog do Valente na noite desta segunda-feira (16), durante a sessão ordinária. Na tribuna, Uberdan pontuou deficiências na infraestrutura do município, destacando problemas crônicos causados pelas chuvas e a presença de buracos em diversas ruas.
“Quando a gente vem aqui, que faz a provocação do debate, porque a gente quer debater a cidade. Então, a cidade foi impactada por chuvas. Não vamos aqui dimensionar se foi exagerada, o que aconteceu é, com as chuvas, a cidade não tá preparada. Porque por mais que se diga que se resolveu o problema da rua da Miúcha, a cidade tem milhares de ruas que não se limitam à rua da Miúcha. E aí os problemas são crônicos. Passa em qualquer canto da cidade, o que você vai ver? Você vai ver a cidade toda esburacada e sinalizada com pedaços de pau”, afirmou.
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O vereador relatou que os próprios moradores e motoristas precisam improvisar sinalizações com estacas ou móveis velhos para evitar acidentes. Ele descreveu a cidade como “descuidada” por causa do acúmulo de lixo e da falta de políticas eficientes para resolver o problema.
“Os moradores, para evitar que os motociclistas condutores de veículos esbarrem ou caem nos buracos, eles mesmos sinalizam. Tem lugar que tem resto de sofá no meio da rua, marcando que tem um buraco. É gelo baiano, que o pessoal consegue não sei de onde, é cone lá, todo quebrado que botam, pedaço de estaca. Então, assim, é uma cidade descuidada. A cidade está com lixo em todo canto”, disse.
Preço dos Combustíveis
Uberdan também voltou a questionar a uniformidade dos preços dos combustíveis nos postos locais. Ele criticou a falta de iniciativa da prefeitura em mediar a situação junto aos empresários do setor.
“Temos uma cidade onde o problema do combustível parece que é pior do que todo lugar. Quer dizer, há uma gripe em algum lugar e se notou em Jesus, os donos de postos já ficam com tuberculose. Quer dizer, a gripe chegou lá, um resfriadozinho, e aqui já tá todo mundo se antecipando, aumentando o preço de combustível, quando não há sinalização nenhuma da Petrobras de aumento de preço de combustível. E aí todo mundo se queda, ninguém se posiciona, o prefeito não se posiciona sobre isso. Ah, porque é lei de mercado? Mas ele é o responsável pela questão da gestão da cidade. Já chamou os donos de postos? Já procurou entender o que está acontecendo? Já procurou ver as planilhas dos custos? Porque o mesmo dono de posto aqui vende um combustível por um preço e logo daqui a 20 quilômetros vende por outro preço”, concluiu.
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