
A jovem envolvida em uma confusão com pregadores evangélicos na Praça Padre Mateus, em Santo Antônio de Jesus, afirmou que foi vítima de assédio e que vem sofrendo ameaças após a repercussão do caso nas redes sociais.
Segundo o relato da entrevistada, o episódio ocorreu enquanto ela praticava exercícios físicos no local, quando passou a ser alvo de falas ofensivas por parte de um dos pregadores. “Me chamou de pomba gira e que estava possuída por espírito de prostituição”, afirmou.
A jovem também relatou que decidiu se aproximar para contestar as declarações. “Eu já fui evangélica e conheço a palavra. Ele não tem direito de julgar ninguém porque temos o livre-arbítrio”, disse.
Ainda conforme Jéssica, ao se aproximar para contestar as falas, houve contato físico indevido por parte do homem. Ela afirma que teve os seios tocados durante o momento de tensão, o que teria provocado uma reação imediata, resultando em discussão e danos à roupa do pregador.
“Fui até ele e quando eu fiz isso, ele pegou nos meus seios. Eu tirei a mão dele, ele veio de novo”, declarou. Ainda segundo a jovem, foi nesse momento que reagiu: “Foi quando joguei os panfletos e a Bíblia no chão”.
O episódio teria sido registrado em vídeo por terceiros e divulgado nas redes sociais, porém, segundo a mulher, as imagens não mostram o início da situação. Ela afirma que apenas parte da discussão foi exposta, o que teria gerado interpretações equivocadas e uma onda de críticas. Segundo a entrevistada, tem gerado uma série de ataques virtuais. “Muitos ataques, dizendo que eu sou louca, que eu sou desequilibrada, que eu vou para o inferno”, relatou.
Ela também negou que o episódio tenha sido intencional para gerar visibilidade. “Um monte de coisa, dizendo que eu fiz isso de propósito, pra ganhar engajamento, pra me aparecer no Instagram, mas não foi de propósito”, afirmou.
A jovem ainda destacou que enfrenta problemas de saúde emocional e que a situação agravou o quadro. “Eu tenho depressão, eu tenho ansiedade, eu não consegui dormir por conta dos ataques”, completou.
O caso segue repercutindo na cidade e nas redes sociais, com versões divergentes sobre o ocorrido.
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