
A coordenadora do Colégio Estadual Isaías Alves, Solange Silva, afirmou que o desentendimento entre os alunos envolvidos na ocorrência registrada na Avenida ACM, em Santo Antônio de Jesus, havia sido resolvido ainda no ambiente escolar, antes da agressão registrada fora da unidade.
Em entrevista a Radio Recôncavo, Solange explicou que a situação inicial ocorreu dentro da sala de aula e foi tratada como um conflito comum entre estudantes, sem indícios de gravidade naquele momento.
“Aconteceu na escola, em sala de aula, mas normal de qualquer aluno […] Então, a menina apareceu na minha sala, junto com a tia, se queixando que o colega tinha xingado ela. E aí, eu fui até o colega conversar até para trazer uma resposta para essa família.”
De acordo com Solange, ao ser procurado, o estudante apontado na queixa demonstrou postura tranquila e sinalizou que não havia intenção de prolongar o conflito, o que contribuiu para a condução conciliatória do caso por parte da escola.
“E o menino foi muito tranquilo, me disse tá tudo resolvido, não tem problema nenhum, é uma coisa boba, eu não vou me estressar com isso, nem quero aborrecer ninguém’.”
Segundo ela, após o diálogo com ambas as partes, a situação foi considerada encerrada dentro da escola.
Solange relatou que só tomou conhecimento da confusão mais grave ao chegar à escola no turno da tarde, quando já havia informações sobre a agressão ocorrida fora da unidade.
“Quando eu cheguei na escola à tarde, tinha poucos minutos do fato acontecido. E aí as pessoas falavam que tinha um grupinho que já aguardava esse menino da discussão.”
A coordenadora também negou histórico de indisciplina ou comportamento agressivo por parte dos envolvidos.
“São bons alunos. São meninos que não dão trabalho para a escola, tanto a menina quanto o menino. São meninos que obedecem, que escutam. Não tenho nenhum histórico de agressividade nem de desobediência na escola.”
Ela enfatizou que não presenciou o momento da agressão e, por isso, evitou confirmar informações que circularam, especialmente em relação ao uso de arma. “Eu não tenho essa informação, não posso afirmar porque eu não vi e não estava no momento.”
Por fim, Solange informou que a escola já iniciou os encaminhamentos institucionais necessários, com a presença dos responsáveis e o acionamento do Conselho Tutelar, que deverá acompanhar o caso nos próximos dias. A coordenadora confirmou ainda que pretende acompanhar de perto os desdobramentos e participar das reuniões previstas para definição das medidas a serem adotadas.
“Nós vamos notificar perante o Conselho Tutelar e esperar que o Conselho também nos ajude em uma decisão.”




