
O coordenador da Agenda Bahia do Trabalho Decente (ABTD) — programa vinculado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) do Governo da Bahia —, Álvaro Gomes, afirmou que o debate sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil é histórico e atravessa diferentes períodos, desde o século XVIII até os dias atuais.
A declaração foi dada em entrevista ao Blog do Valente após a audiência pública realizada nesta quarta-feira (13), na Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus. Na ocasião, Álvaro destacou que a última redução no país ocorreu com a Constituição Federal de 1988, quando a carga horária semanal passou de 48 para 44 horas.
“É um tema histórico, a luta pela redução da jornada de trabalho, ela se dá desde o século 18, até atualidade. E aqui no Brasil, a última vez que houve uma redução da jornada de trabalho foi a partir da Constituição de 88, que reduziu para 44 horas semanais. Então, de lá pra cá, nós não tivemos a redução da jornada de trabalho.”, afirmou Álvaro Gomes.
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Para o coordenador, a falta de redução da jornada é um problema diante dos avanços tecnológicos registrados nos últimos anos. De acordo com ele, a evolução da tecnologia não trouxe benefícios proporcionais para os trabalhadores.
“Isso é um problema porque, embora a tecnologia tenha avançado muito, esse progresso não retornou em benefícios para os trabalhadores e para a sociedade. Contraditoriamente, a tecnologia evoluiu, mas não reduziu a jornada de trabalho. A consequência disso é o aumento das doenças ocupacionais e dos transtornos mentais, pois o trabalhador continua submetido a uma carga excessiva diante de uma nova realidade tecnológica. Isso é extremamente prejudicial, não apenas para as categorias profissionais, mas para a sociedade como um todo.”, afirmou.
O encontro na Câmara reuniu estudantes, representantes de sindicatos, movimentos sociais, autoridades e integrantes da sociedade civil para discutir o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho.
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