Alagoinhas: Suspeito pega 30 anos de prisão por matar grávida que se recusou a fazer aborto

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Um homem foi condenado a 30 anos de prisão, em regime fechado, por ter matado uma mulher grávida em maio de 2012 em Alagoinhas, cidade a cerca de 120 km de Salvador, e ter escondido o corpo no quintal da casa dele. A decisão, do Tribunal do Júri, ocorreu na última quinta-feira (12), também em Alagoinhas.

Conforme descrito no processo, o suspeito Vinícius dos Reis Pereira teria asfixiado Gisele Cordeiro Reis, em 23 de maio de 2012, em uma das suítes de um motel localizado às margens da BR-101. O corpo da vítima, que estava grávida, foi ocultado por ele, no dia seguinte em uma cova rasa nos fundos da casa do acusado.

Informações do processo apontam que o homem queria que a mulher interrompesse a gravidez e a vítima não aceitou a proposta do acusado. Ele foi preso no mesmo ano do crime.

Ainda de acordo com a decisão, Vinícius teria tentado coagir a vítima para que ela fizesse um aborto. Não há detalhes da relação dos dois, mas conforme argumentos do Ministério Público Estadual (MP-BA), o homicídio foi considerado triplamente qualificado porque Vinícius Pereira matou Gisele Santos por motivo torpe, ao não querer a gravidez. Além disso, teria seduzido a vítima até o local do crime.

Na decisão estava descrito que a defesa alegou que réu possuía problemas mentais e que, portanto, não tinha entendimento da natureza e consequências dos fatos praticados por ele. Argumentos que foram rebatidos pelo MP e a denúncia oferecida pelo órgão estadual foi sustentada no Júri pelo promotor de Justiça Gilber Santos de Oliveira.

O MP argumentou ainda que o crime foi premeditado. Vinícius Pereira teria tentado promover o aborto durante três meses. Na sentença, o juiz afirmou que não há qualquer comprovação de que estaria diminuída a consciência de Vinícius pelos atos praticados e que o condenado mostrou “inclinação pela dissimulação e premeditação”.

Fonte G1 Bahia