
Foto: Reprodução/TV TEM
Débora Rolim da Silva, de 24 anos, e Phelippe Douglas Alves, de 25, que estão presos desde 2018 no em Tremembé, serão julgados nesta segunda-feira (3) em Itapetininga (SP). O casal é acusado de agredir e matar a filha Emanuelly Agatha da Silva, de 5 anos.
O julgamento está previsto para começar 9h30 e a duração é incerta, segundo o juiz Alfredo Gehring, que vai presidir o julgamento do casal que responde por homicídio, tortura, cárcere privado da menina, além de fraude processual.
Nesta segunda, 30 testemunhas serão ouvidas e sete jurados decidirão o futuro Débora e Phelippe.
De acordo com o juiz, o júri será aberto ao público e vai contar com esquema especial de policiamento. Haverá distribuição de senhas para quem quiser acompanhar o julgamento.
A imprensa terá oito cadeiras reservadas e poderá acompanhar o julgamento, mas não será permitido qualquer tipo de gravação em áudio ou vídeo.
Como será o júri
O júri começa com os depoimentos das testemunhas do caso, tanto de acusação quanto de defesa. Durante o processo, elas são recolhidas em um lugar onde não consigam ouvir os outros depoimentos.
Em seguida, é feito o interrogatório dos réus, e posteriormente acusação e defesa argumentam para convencer aos jurados se os acusados são culpados ou inocentes.
Após o debate, o júri se reúne para decidir se os réus cometeram o crime. Os votos dos jurados são contabilizados, e a maioria dos votos determina se Débora e Phelippe serão absolvidos ou condenados.
Caso condenados, na sequência o juiz determina a pena com base no Código Penal, e a sessão é encerrada após a leitura da sentença.
O caso
Emanuelly morreu no dia 3 de março de 2018 em um hospital em Sorocaba (SP) com sinais de espancamento. Os pais alegaram que a criança tinha caído da cama. Os médicos, no entanto, disseram que as lesões não correspondiam à versão de Débora e Phelippe.
O laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a menina foi agredida várias vezes pelos pais durante quase um mês e afirmou que Emanuelly morreu em decorrência de um traumatismo craniano e hemorragia cerebral.
Em uma audiência no Fórum de Itapetininga, 33 testemunhas foram ouvidas, além dos pais da criança.
O pai de Emanuelly afirmou que batia na filha como forma de disciplina, mas negou a acusação de que matou a filha e de que a torturava.
Ele disse que no dia 2 de março ficou na casa com Emanuelly durante o dia e que a criança chegou a arranhar a mãe após a mulher chegou do trabalho.
Questionada pelo juiz sobre as denúncias dos crimes de homicídio, cárcere privado, tortura e fraude processual, Débora negou ter cometido qualquer um deles.
Segundo a mãe da criança, o pai batia na filha quando ela o desobedecia. Débora alega que, na noite da morte de Emanuelly, a menina a arranhou com um arame. Felipe teria ido conversar com Emanuelly após saber da suposta agressão.
Fonte G1



