
O empresário suspeito de torturar um funcionário confessou em depoimento à Polícia Civil, na terça-feira (3), que o agrediu durante uma briga, mas negou que tenha torturado a vítima, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. De acordo com delegado Divino Batista, o motivo das agressões foi a suspeita de que o trabalhador furtou R$ 8 mil, o que está sendo investigado, pois a vítima nega o crime.
Segundo o G1, O crime aconteceu no dia 22 de fevereiro, na casa do suspeito, no Jardim Florença. Segundo a Polícia Civil, o empregado relatou que foi agredido por cerca de 4 horas, por pouco não foi eletrocutado, ficou com vários hematomas pelo corpo e até foi ameaçado de morte.
O empresário foi preso em flagrante no mesmo dia, mas liberado em audiência de custódia. O delegado afirmou que vai indiciar o suspeito pelo crime de tortura. Além disso, foi confeccionado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por invasão de domicílio e ameaça.De acordo o delegado, no mesmo dia, mais tarde, o empresário voltou a casa da mãe da vítima e vasculhou toda a residência sem autorização da mãe e ainda ameaçou de morte. A defesa do empresário nega a invasão de domicílio: “Tem testemunha de que ele não entrou na casa e conversou com familiares na porta”.
Furto do dinheiro
Segundo o boletim de ocorrência, depois que o funcionário já tinha sido agredido, o empresário esteve na delegacia para registrar uma ocorrência de furto contra o empregado. Alegou que o homem confessou ter pego o dinheiro e gastado por completo.
No entanto, às 22h, o empregado é quem foi a delegacia para relatar a sessão de tortura. Narrou que não pegou o dinheiro, mas “porque não suportava mais apanhar”, resolveu confessar.
O delegado explicou que as investigações referentes ao furto estão no início e, mesmo que confirmado a autoria da vítima, não desconfigura o crime de tortura cometido pelo empresário.


