Você seria capaz de apresentar a seu filho de 5 anos um filme de sexo explícito? E uma música de sexo explícito pode? A respeito da longa e acalorada discussão que já existe sobre a qualidade ( ou a falta dela ) em músicas de pagode e outros estilos da moda atual ( como o funk carioca, por exemplo ), penso que cabe aos pais avaliarem com cuidado que tipo de mensagem está sendo passada aos seus filhos através de muitas destas novidades. Quem preza pelo cuidado com a iniciação sexual das crianças certamente atentará para letras que, utilizando termos xulos, incitam aos ouvintes para “ralarem a xana no asfalto”, por exemplo. A sexualidade precoce das crianças e adolescentes instigadas a aprenderem uma dança erótica que tem seu auge no ato de ” descer com a mão no tabaco ” deve ser considerado por quem cuida da educação de um menor com a devida seriedade, afinal todos temos conhecimento da gravidade de problemas como a gravidez na adolescência e a pedofilia que tem arrasado as vidas de tantas famílias na Bahia e no Brasil. Portanto, antes de pensar na simples diversão e achar que tudo não passa de uma brincadeira, pense em que tipo de entretenimento a que seu filho está sendo exposto. Afinal, para muitos o uso de entorpecentes, o vandalismo e outros procedimentos sociais condenáveis ( e até ilegais ) são considerados coisa do dia a dia, embora nem por isso podemos achar que são recomendáveis ou normais. Não vai aqui nenhum preconceito contra estilos musicais, já que é fácil constatar que existem belas ( ou pelo menos inofensivas ) letras em todos os ritmos, inclusive o pagode e o funk. O que se deve é buscar excluir preventivamente do convívio de nossas crianças obras que podem ser perigosas para a formação mental de quem está começando a vida ainda com pouca ou nenhuma malícia no pensamento.



