Guerra de Espadas (cultura sem vida)

Meu compadre, minha comadre Homem, menino e mulher Todo poeta de compromisso Do assunto sério não arreda o pé. Por isso, neste poema, Respeitando a opinião contrária, Digo que não consigo ver cultura Onde o respeito à vida falha. A curtição alegre de alguns Não pode justificar do outro a tristeza Pois com isso, o que chamamos cultura, Perde todo o encanto e beleza. E aquele jovem que perdeu a visão? Nesta guerra onde só há perdedor Pois de toda a cultura que se fala O que nos falta é a cultura do amor! O brilho fulgurante da espada Esconde a escuridão da dor sentida Por aqueles que foram feridos Nesta cultura sem vida. José Carlos Vaz Souza Miranda Poeta, Policial e amante da cultura popular.