Bancos particulares encerram greve

As agências dos bancos privados abriram nesta sexta-feira, 9, após 15 dias fechadas em decorrência da greve dos bancários. Mas apesar do período de paraslisação, não houve aglomeração, nem filas nas unidades da Avenida Sete, uma das áreas mais afetadas durante o movimento. A tranquilidade é tanta nas agências que é como como se não tivesse havido greve por duas semanas e que a rotina da população não foi afetada. A sensação é confirmada por alguns clientes do Bradesco, que não quiseram se identificar. Eles disseram que não tiveram transtornos durante a paralisação por que conseguiram realizar os serviços bancários pela internet ou caixa eletrônico. A assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários na Bahia, no entanto, contesta a informação. De acordo com eles, os sindicalistas eram orientados a tirar as dúvidas dos clientes e não impediam a entrada destes nas agências. Acordo – A greve da rede privada terminou na noite desta quinta, 8, após trabalhadores e empresários acertarem um reajuste de 6% e aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Já os bancários da rede pública, que teve maior adesão ao movimento desde o início, continuam parados. Eles terão uma nova mesa de negociação na terça, 13. Nesta manhã, os sindicalistas mantém piquetes na entrada das agências públicas, que, segundo eles, têm adesão de mais de 90%. Durante a paralisação, a população pode usar os caixas eletrônicos e casa lotéricas, mas alguns serviços não estão disponíveis, como saque acima de R$600 (esse percentual varia conforme o banco), empréstimo, financiamento, transferência entre bancos e desconto de cheque.

Fonte: A Tarde