Cogitado para ser secretário de Estado, Tato Pereira continua como prefeito em Cachoeira

Cogitado para ocupar a Secretaria da Integração e Desenvolvimento Regional (Sedir), o prefeito do município de Cachoeira, Tato Pereira, ex-PMDB e que está sem partido, anunciou que ‘apesar de bastante lisonjeado pelo convite’, não abandonará o cargo para ocupar a vaga de titular da Sedir. Rumores sobre a provável ida do prefeito de Cachoeira para compor o primeiro escalão do governo Wagner ocuparam toda esta semana a imprensa baiana, porém na manhã de quinta-feira (21), em entrevusta a uma rádio cachoeirana, Tato Pereira declarou que cumprirá os últimos dois anos do seu mandato. (As informações e foto são de Alzira Costa, da Ascom da Prefeitura de Cachoeira)

ENTENDA O CASO

A solução para o principal entrave no fechamento do secretariado, a disputa partidária pelos espaços no governo do Estado, poderá passar por abrigar um ex-peemedebista no PDT e cedê-lo uma pasta. A legenda, maior inconformada com a montagem da equipe, tem cinco deputados estaduais e quatro federais, assim como o PP, e argumenta que deveria ter uma fatia semelhante do bolo. Originalmente, o PDT teria apenas a Secti, que deve ser destinada a Nestor Duarte, suplente da senadora eleita Lídice da Mata (PSB). Os pepistas, por sua vez, com a força do vice-governador, Otto Alencar, e do ministro das Cidades, Mário Negromonte, não pretendem ceder, até porque o partido foi essencial no preenchimento da lacuna deixada pelo PMDB, à época do rompimento entre Geddel Vieira Lima e Wagner. Ao PP, inicialmente, estariam destinadas três pastas, além da Seinfra, já ocupada oficialmente por Alencar, que entrou na cota pessoal de Jaques Wagner: A Seagri, cujo nome do atual titular Eduardo Salles é cotado como favorito, a Seinp, em que Roberto Paulo Benjamin de Oliveira pode ser mantido ou substituído, possivelmente, por Wilson Brito, e a Sedir, que deverá ser a moeda de troca. Como forma de equilibrar, já é especulada a ida do prefeito de Cachoeira, Tato Pereira, ex-PMDB e hoje sem partido, para a Integração Regional. No acordo, ele se filiaria à sigla brizolista e amenizaria as constantes reclamações do presidente pedetista na Bahia, Alexandre Brust. (Bahia Notícias)