Uma manifestação que começou às 16 h desta quarta (24) em Valença se estendeu para atos de vandalismo e sem controle. A Câmara de Vereadores está sendo apedrejada e veículos estão sendo virados pelos manifestantes. Alguns manifestantes estão tentando saquear as lojas e o comércio fechou as portas. A Loja Guaibim, de propriedade do prefeito Ramiro Campelo está sendo saqueada. Funcionários entraram em desespero e a gritaria foi grande.
Diante da violêcia o prefeito Ramiro Campelo afirnmou que na sexta-feira, ás 10h vai entegar o carho á juíza da cidade. “Sou vítima da violência. Muitos políticos da cidade aproveitaram a situação para me desestabilizar. Entrego o cargo porque temo pela minha segurança e da minha família e funcionários”, afirmou.
Manifestante pararam o trânsito ateando fogo em pneus na frente da Câmara Municipal, que ficou coma fachada destruida. O protesto foi motivado pelo assassinato do jovem Marildo Teles Nascimento, 25 anos no último dia 23. A princípio os manifestantes queriam apenas pedir segurança e exigir a contratação por parte do Estado de mais médicos legistas para Valença, haja vista que dos seis médicos que atuavam no IML, quatro foram transferidos, o que não atende ao número de corpos que chegam de toda a região e têm que ir pata Santo Amaro ou Santo Antônio de Jesus.
Marildo Teles Nascimento, 25 anos, foi morto com um tiro no rosto após ter a sua casa, localizada na Rua Maria Alice, bairro da Bolívia em Valença, invadida por um marginal. Segundo testemunhas, por volta das 03h desta quarta-feira (23), Marildo foi surpreendido por um barulho dentro de um dos cômodos, quando resolveu averiguar, foi atingido pelo disparo. Ele trabalhava na Associação de Transporte Marítimo (ASTRAM) como segurança. Colegas de trabalho estão revoltados com o bárbaro crime clamam por justiça. Ainda segundo funcionários da ASTRAM, o crime foi cometido por um indivíduo que estava preso na Delegacia de Valença e foi solto recentemente.
Cristina Pita
Foto e informacoes Magno Jouber



