Em Santa Rita de Cássia, a unidade prisional da cidade está sem estrutura física e de pessoal
A situação da segurança pública na Bahia também foi destaque de uma reportagem do Fantástico, exibido no último domingo (6). Os jornalistas percorreram 1,4 mil quilômetros e mostraram a precariedade de vários distritos policiais no estado, inclusive na capital Salvador.
Apenas três metros: essa é a distância que separa homens e mulheres em uma carceragem no interior baiano.
Em outra delegacia do estado, o Fantástico também flagrou, frente a frente, presos e presas. Uma está grávida. E em uma cela, ainda há dois menores. São graves violações aos direitos humanos com cidadãos, homens e mulheres, tratados que nem animais, explica Jayme Asfora, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB.
Na delegacia de Mata de São João, de 40 mil moradores, há muita sujeira e mato. São 43 presos, mas a capacidade é para 28.
Na delegacia de São Gonçalo dos Campos, que tem 33 mil habitantes, não há banheiro na carceragem. Os presos usam sacos plásticos.
Tem marginais custodiados com câncer, pneumonia e com doenças sexualmente transmissíveis, conta o presidente do Sindicato de Policiais Civis da Bahia, Carlos Lima.



