Qual o melhor para a administração pública, comprar ou locar veículos?

Gastos com frota da PM no Rio tem indícios de superfaturamento

O projeto do governo do estado de terceirização dos carros da Polícia Militar – cujos contratos com uma única empresa somam mais de R$ 900 milhões – desembolsa, apenas com a manutenção dos carros, dinheiro suficiente para triplicar a frota.

Assinado em 2007, o primeiro contrato com a Júlio Simões Transportes previa aquisição, manutenção e gestão de 578 Gols e 54 Blazers. Do total de R$ 69,8 milhões, cerca de 67% foram destinados à empresa em 30 parcelas iguais para arcar com a manutenção dos carros.

A discrepância dos valores levou a 7ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do Ministério Público estadual a instaurar um inquérito para apurar indícios de superfaturamento no negócio.

A terceirização da frota foi uma espécie de resposta ao filme “Tropa de Elite”, que, em 2007, mostrou a corrupção nas oficinas que existiam nos batalhões. O projeto conseguiu mudar o aspecto dos carros da polícia e agilizou a reposição dos veículos danificados, mas tudo a um custo nunca antes visto.

Nossa opinião:

Esta é uma grande polêmica na administração pública. Pelos custos com manutenção, seria mais interessante alugar veículos e telos sempre novos nas ruas. o problema é que sempre exageram no preço da locação e isso vira um grande negócio para as locadoras. Com o aluguel de um carro dá para pagar a prestação de outro novo e ainda sobra, no final a locadora dobra sua frota. Este é de fato um grande negócio.Â