Ex-coordenador da SUDIC discorda dos planos da nova gestão para o Fênix

Na última quinta-feira (06), foi realizada a primeira reunião da nova gestão da SUDIC, onde estiveram presentes várias autoridades da região, além do presidente da entidade, Emerson Leão. Neste evento foram discutidos vários assuntos, inclusive a questão do Projeto Fênix, o qual foi criado para propiciar a confecção segura de fogos, mas permanece abandonado há anos. Foi sugerido que o local passasse a fazer parte da ampliação do pólo industrial da cidade, tendo em vista o seu abandono por tanto tempo. O ex-coordenador da SUDIC, Zenilton Conceição discordou da ideia, pois segundo ele o condomínio Fênix foi projetado especificamente para a produção de fogos e não há como destiná-lo a outras atividades. Ele comentou que seria muito difícil convencer algum empresário a implantar uma empresa que não fosse da área pirotécnica, por causa do terreno acidentado, o qual foi escolhido para servir de barreira caso aconteça um acidente, “é um local inviável para outras empresas, adequada para a produção de fogos” completou o ex-coordenador. Ele afirmou ainda que a implantação de indústrias próximo ao Fênix é fruto do mal planejamento urbano da cidade, para que isso seja evitado é necessário que a prefeitura planeje melhor o crescimento do município, não deixando que empresas se instaurem onde quiserem, diminuindo a possibilidade de crescimento de uma área específica, que no caso é a produção de fogos. Para Zenilton, transformar o condomínio em uma extensão do pólo industrial, levando empresas de outras áreas para o local é negligenciar a produção clandestina de fogos, que transforma a cidade “num barril de pólvora”. Segundo ele, enquanto se leva tanto tempo discutindo maneiras de colocar o Fênix para funcionar as tendas clandestinas estão aumentando e levando a população a correrem grandes riscos de morte. O ex-coordenador comentou que desde a sua posse, foi feito um levantamento de possíveis áreas a se tornarem extensão do pólo industrial e ele próprio encaminhou três sugestões para a desapropriação da prefeitura, pois para ele é equivocado achar que o estado  tenha a obrigação de comprar e desapropriar estas áreas, “o estado divide os lotes e dá os incentivos fiscais, mas a obrigação de desapropriar a área é a prefeitura”. Zenilton defende que é importante que esta extensão seja construída, pois proporcionará uma maior oferta de empregos, levando a população a melhorar suas condições de vida, mas é necessário que não seja cobrada como uma responsabilidade apenas do governo estadual, que já fez a reforma do antigo pólo, e sim mobilizar a bancada do prefeito na Câmara para que possa viabilizar este projeto que muito ajudará a população santoantoniense.