Termina sem acordo tentativa de encerrar greve dos Correios

Terminou sem acordo na noite desta segunda-feira a última tentativa de encerrar a greve nos Correios antes do julgamento da questão no TST (Tribunal Superior do Trabalho).

A greve agora vai ser julgada às 16 horas desta terça-feira no próprio TST. Serão analisadas as questões do reajuste econômico, o desconto dos dias parados e também a abusividade da paralisação, que começou no dia 14 de setembro.

Os encontros na noite desta segunda-feira foram solicitações dos representantes dos funcionários grevistas ao TST para que intermediasse uma nova rodada de negociações com os Correios.

O ministro relator da questão, Mauricio Godinho Delgado, recebeu em separado diretores da empresa e também representantes da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares).

Os Correios concordaram em aceitar novamente as duas propostas feitas em audiências no TST, uma delas pela ministra Maria Cristina Peduzzi e a outra do presidente do tribunal, João Oreste Dalazen.

Os representantes dos trabalhadores se recusaram a aceitar o desconto de uma parte dos dias parados – ponto em que os Correios não abrem mão.

A empresa quer o desconto de seis dias pelo menos (do total de 28), que já foram descontados em folha de pagamento. Esse valor seria devolvido inicialmente aos funcionários e depois novamente descontados em até 12 vezes.

O presidente do TST alertou os trabalhadores na semana passada que a jurisprudência vigente prevê as greves como uma quebra de contrato e por isso os trabalhadores podem ter descontados todos os dias parados

Mesmo com o julgamento amanhã, a greve só deve ser encerrada na quinta-feira. Isso porque o resultado do julgamento precisará ser levado para as 35 assembleias da categoria o que não deve acontecer após a sessão, porque quarta-feira é feriado.

“O ministro nos alertou dos riscos, mas as duas propostas que nos foram apresentadas já foram rejeitadas nas assembleias. Então vamos aguardar o julgamento da greve”, disse o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva (Folha).

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