A mais recente inspeção as unidades policiais do interior do Estado a diretoria do SINDPOC (Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública da Bahia) teve a dura constatação: o abandono e precariedade das instalações é algo comum. Em muitas Coorpins (Coordenadorias Regionais do Interior) existem áreas completamente abandonadas, infestadas de ratos, baratas e muito lixo. Outro problema facilmente identificado é a superlotação de presos. Celas com capacidade para 8 presos abrigam três vezes mais que o recomendado. Uma situação que fere a dignidade humana e castiga o servidor com a constante exposição a doenças e ao perigo, além de contrariar a lei de execução penal do nosso país.Para o presidente do SINDPOC Marcos Maurício essa difícil realidade mostra que os gestores pouco se importam com a segurança sanitária e com a imagem da instituição Polícia Civil. ?Infelizmente, nossos gestores nada têm feito para acabar com mais essa violação, inclusive dos direitos humanos garantidos internacionalmente. Eles descumprem a lei orgânica da Polícia Civil da Bahia, e o que é pior, deixam a população sob ameaça da criminalidade devido ao baixo poder ofensivo do policial civil?, lamentou, ao reiterar que a população se sente acuada com tamanha falta de investimento em infraestrutura e pessoal. O último concurso público foi realizado em 1997.?A falta de efetivo é evidente. É preciso oxigenar a Polícia Civil com pessoas mais jovens. A média de idade hoje do nosso pessoal é de 48 de idade. Sem contar que há um grande número de servidores que já estão se preparando para a aposentadoria e isto poderá ocasionar uma baixa estimada em mais de 1.200 policias em toda a Bahia. Isso nos preocupa, pois no momento em que a necessidade é cada vez mais urgente o Estado não tem dotado a Polícia Civil na mesma proporção que outras atividades?, observou. Já existe um efetivo formado pela Acadepol (Academia de Polícia Civil da Bahia), porém sem definição de nomeação. ( Sindpoc)





