Greve da UFRB está mantida e governo não apresenta possibilidade de negociação

Desde o mês de maio mais de cinquenta instituições federais de ensino estão paralisadas. Na manhã desta quarta-feira (11), o repórter Reginaldo Silva, Rádio Andaiá FM, esteve na reunião do comando de greve realizada no Centro de Ciências da Saúde ? CCS ? da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O professor João Mendes, um dos membros do comando de greve, explicou que a negociação se arrasta desde agosto do ano passado e que a greve só foi deflagrada pelo fato do governo não ter negociado com a categoria. ?Estamos com distorções salariais, são mais de dez anos sem reajuste, temos prejuízos também porque a carreira está ficando atrasada?, disse. A previsão para a negociação era até o dia 19 de junho, mas o governo não se pronunciou. Segundo João Mendes a previsão era para o dia 31 de março, porém o governo pediu mais dois meses. ?Ficamos até maio e mais uma vez o governo não priorizou o trabalho docente e no momento entramos em greve. Durante esse tempo só uma reunião foi realizada, remarcando para o dia 19 de junho?, comentou. Os servidores técnicos da UFRB também estão em greve e Mendes deixou claro que o anseio não é apenas dos docentes, mas de toda a estrutura funcional. ?Nossa preocupação hoje é que por trás das discussões que estão sendo realizadas outras questões também estão sendo discutidas e a nossa aposta é remodelar toda a estrutura?, finalizou o professor. Ele completou afirmando que o calendário acadêmico será reajustado e que a saída mais provável é estender as aulas até as férias.