Se você tem uma cabeleira de fazer inveja e alguém vier em sua direção com uma tesoura, fuja. De acordo com comerciantes do ramo, os casos de mulheres que são forçadas a entregar os cabelos a assaltantes são mais comuns do que se imagina. A ?modalidade? de roubo ganhou repercussão com o caso de uma estudante de 14 anos que teve a cabeleira roubada por outra adolescente, 17 anos, em Mussurunga, como o CORREIO mostrou nesta quarta. Segundo a família da vítima, a autora do crime já tinha planos: fazer um megahair.
Poder revender a mercadoria roubada sem ser descoberto é um dos motivos para o crescimento deste tipo de crime, na opinião de quem trabalha com a venda (lícita) de cabelos. ?Quando os policiais vão descobrir, o cabelo já foi até vendido?, diz a gerente da loja Madeixas Cabelos Naturais, Leona Santana.
?Clientes chegam aqui para comprar o cabelo depois de passar por um assalto. Já teve uma até que foi assaltada no Estádio de Pituaçu?, lembra Leona. Na loja que ela gerencia, um megahair custa, em média, R$ 700. Os mais longos podem variar de R$ 1 mil a R$ 1,8 mil. ?É um pouco caro para a realidade de algumas pessoas, então, às vezes eles (os assaltantes) já têm clientes certas para vender?.
Loiras naturais devem tomar ainda mais cuidado. Para ter o cabelo com a cor menos comum, tem gente que paga até R$ 3 mil. O mais popular, ainda assim, é o castanho cacheado. ?É o mais cobiçado, estilo Taís Araújo?, revelou Leona. (Correio)



