Queixa antiga dos foliões, os motoristas de táxi que se recusam a fazer corridas por qualquer motivo estão na mira dos fiscais da Transalvador nos circuitos do Carnaval. Três veículos foram apreendidos devido a esse tipo de denúncia, que, em anos anteriores, não integrava as estatísticas.
Desta vez, os motoristas que forem flagrados só poderão reaver os veículos na quinta-feira, 14, e pagarão multa de R$ 78,90. De acordo com o balanço do segundo dia de Carnaval, mais um motorista teve o veículo apreendido por cobrar taxa extra para circular e outro por documentação irregular.
Quem precisar do serviço de táxi nos circuitos e não for atendido, ou sentir-se lesado pela cobrança de valor fora do taxímetro, pode denunciar pelos números 2109-3679 ou 2109-3641. A Transalvador mantém, ainda, bases operacionais que recebem denúncias e dão orientações no Comércio, Centenário, Ondina e Vale do Canela.
Violência – Em entrevista coletiva para divulgar o balanço do segundo dia da festa, o secretário de Desenvolvimento , Turismo e Cultura, Guilherme Bellintani, destacou a gravidade das ocorrências em função da violência nas ruas e no entorno dos circuitos.
Foram registrados menos casos em comparação com o ano passado, mas a gravidade das ocorrências chamou a atenção dos agentes de saúde. Entre elas, houve redução de 15,8% nos dois primeiros dias da folia em relação a 2012. De todos os 1.309 atendimentos, 63,2% foram registrados no circuito Dodô, por onde passaram as principais atrações da sexta, 8.
As agressões físicas lideram a lista de casos: 312. Sendo que os atendimentos de intervenção bucomaxilofacial ocorreram em um maior número. Foram 126 atendimentos, o que representa aumento de 28,6% em relação a 2012.
Bellintani destacou, ainda, a correlação – feita por agentes dos postos de saúde localizados nos circuitos – entre os momentos de maior violência e a atração apresentada. O desfile da banda A Bronkka, por exemplo, foi apontado como um dos mais violentos. “Foi registrado que, por onde a banda passava, havia aumento de casos de violência nos postos mais próximos”, destacou.
O secretário anunciou que vai procurar a produção do grupo para uma “conversa” sobre essa situação – a Bronkka saiu sem cordas no circuito Barra-Ondina. A reportagem tentou, mas não conseguiu o contato com a produção.(Atarde)



