Cidadão diz que Policiais Militares agiram com truculência durante comemoração na Praça Padre Mateus

O senhor de prenome Marcone, em contato com a rádio Andaiá FM, na manhã desta segunda-feira (14), queixou-se sobre a forma de trabalho realizada pela polícia atuante no município.

Segundo informou, na noite do último domingo, enquanto torcedores do Esporte Clube Bahia comemoravam a conquista do Campeonato Baiano 2014, policiais agiram com truculência. ?Eles batiam nas pessoas e fechavam as malas do carro. Pedimos pra conversas, mas eles não estavam dispostos a conversar. Mais uma vez a polícia estraga uma festa nossa?, disse.

O ouvinte afirma que não houve registros de brigas, mas os policiais sob comando de um Tenente, cujo nome não foi identificado, estavam em posse de cassetetes e agrediram a população. ?As câmeras da polícia podem comprovar que não houve vítima. Fomos tratados como bandidos. Isso é inadmissível?.

Na oportunidade, o comandante e Tenente Coronel, Luziel Andrade, expos a versão da PM sobre os fatos.

De acordo com o comandante, a primeira questão a ser considerada é o fato de que a polícia não tem como prever em qual momento uma festa poderá transformar-se em uma confusão. Entende-se que em meio a aglomerados existem pessoas educadas e pessoas com intuito de gerar confusões.

Luziel informou que em alguns pontos da cidade, houve registros de violência contra torcedores de determinado time. ?No bairro do Alto Santo Antônio, uma pessoa passou em frente a um bar onde tinham torcedores comemorando e começou a deflagrar diversos tiros, onde uma criança de 4 anos foi atingida. Na própria Praça houve pessoas que correram atrás de outras em posse de arma na mão, buscaremos através das câmeras identificar essas pessoas?, exemplificou.

O comandante ressaltou o direito de ir e vir de toda a população, considerando que enquanto algumas pessoas tinham o direito de comemorar, outras também possuíam i direito de locomover-se com seus veículos e estavam sendo impedidas. ?Tivemos registros de brigas. Recebemos ligação de pessoas do restaurante Lua Cheia que desejavam fechar o estabelecimento devido à ocorrência de brigas. A polícia trabalha para possibilitar que a tranquilidade das pessoas que não estão envolvidas no processo, sejam respeitadas?, explicou.