Uma mulher teve o parto realizado na recepção do Hospital e Maternidade Lúis Argolo, pois não havia médico plantonista no último sábado, 26. O fato teve repercussão nacional, sendo que o bebê morreu. Em entrevista à rádio Recôncavo FM, o promotor Dr. Julimar Ferraz informou que o Ministério Público enviará um ofício requisitório para instalação de um inquérito policial para apurar a possível prática de delitos, já que no momento do atendimento, houve falta de acolhimento dessa parturiente na recepção do hospital. ?Evidente que não se concebe que um fato desse aconteça, pois ainda que não estivesse médico, o acolhimento dessa paciente teria de ser feito e pelo que me consta, a mulher permaneceu na recepção do hospital e esse tipo de conduta o Ministério Público não aceita em canto nenhum, muito menos em Santo Antônio de Jesus?, comentou.
Segundo ele, como não vou um devido acolhimento, isso se configura a prática de um crime e por isso, a abertura de um inquérito policial para que seja apurado e verificado a culpa de quem quer que seja na prática deste delito. O promotor ainda disse que a secretária de Saúde do Estado será oficializada para dar mais detalhamento do não atendimento específico deste caso. ? Já temos o procedimento que já está instaurado desde que o TAC- (Termo de Ajustamento de Conduta) foi celebrado e daremos continuidade a esse caso ou instalação de um próximo. Faremos também uma investigação paralela e ao término de tudo teremos uma resposta. Devo dizer também que essa família tem direito a indenização , pois falhou o Poder Público, a unidade médica Essa apuração poderá servir de base a uma postulação indenizatória, isso é outra vertente que pode surgir mais a frente?,acrescentou.
O promotor pontuou que sua preocupação maior é uma forma é que forma pode haver um acompanhamento da gestão municipal junto ao hospital para que situações desse tipo não volte acontecer.


