O que siginifica uma greve da Polícia Militar da Bahia em pleno ano de eleição&#63

Filiado ao PSDB baiano, o vereador e liderança da categoria policial na Bahia, Marcos Prisco, diz que não há, neste ano de eleição e Copa do Mundo, motivação político partidária para o movimento que se inicia. Com boa vontade, acreditemos na versão deste militante policial.Existem outras motivações, é certo. A maioria delas já existem não de hoje mas sim desde governos anteriores: Baixa remuneração e condições difíceis de trabalho, entre elas. Teria esse governo atual a capacidade de desatar todos esses nós amarrados há décadas?E mais algumas perguntas surgem num novo momento de paralisação deste setor essencial para o funcionamento da sociedade: seria esta a hora certa para deixar a Bahia à mercê do crime ( se é que possamos admitir que exista algum momento adequado para isso )?Por acaso foram esgotadas todas as tentativas de negociação a ponto de que fosse perdida a última esperança de dar ao povo sofrido o legítimo direito à segurança?Houve intransigência de alguma parte durante o processo de negociação?Pois se não houver a certeza de que os homens que podiam evitar o caos fizeram tudo que estava ao seu alcance, então não haverá motivo aceitável, mesmo que justo, diante de situações de possíveis  depredações ou derramamento de sangue impunes. Considerando o sofrimento imposto contra os inocentes que tem na Polícia sua defesa, aqueles da maioria que não podem pagar por segurança particular e vêem na farda o verdadeiro amor à bandeira brasileira, acreditamos que pelo menos em um ponto todos concordam : Estes não merecem sofrer as consequências.

Celso Rommel / Ipiaú on Line