?Quem é você, minha filha? Abaixa a bola, pobre. Abaixa a bola, pobre?. Filmado em uma creperia de um shopping na Barra da Tijuca, uma discussão entre duas mulheres está ganhando repercussão nas redes sociais. Principalmente porque, durante o bate boca, uma delas tenta se impor chamando a outra de pobre, dizendo que mora num triplex, que trabalha há 40 anos no Aeroporto Internacional e que pode dar emprego aos funcionários da loja onde tudo ocorreu.
Ao começar a reclamar sobre a situação, a outra cliente, que viria a ouvir insultos, teria comentado em sua mesa que a mulher era louca. Ao escutar o comentário, a discussão foi iniciada. Assista no vídeo abaixo:
Nenhuma das duas envolvidas foi identificada até o momento. Nas imagens, percebe-se que a outra cliente, sentada a sua mesa, evita brigar, limitando-se a rebater o tom ameaçador com palavras. ?Tenho medo de maluco?, diz. Ao ouvir isso, a mulher de pé passa a gritar e gesticular energicamente. ?E eu tenho medo de pobre?, responde ela. ?Quem é você, minha filha? Abaixa a bola, pobre. Abaixa a bola, pobre. Vai chamar [o gerente]? Vai ousar? Você pode dar emprego para ela [para a atendente que foi requisitada para chamar o gerente]? Eu posso. Você pode??.
Em sua mesa e tentando comer, a mulher que sofria ataques verbais bateu palmas e, ironicamente, deu ?parabéns?. A resposta, novamente, veio imediata: ?Palmas para você também, ridícula, pobre. Eu não sou rica, sou consciente, o que você deveria ser, como pobre. Ridícula. Ridícula. Ridícula. Porque eu sou classe dominante e fico revoltada. Você é uma idiota?.
Segundo Ana Letícia, proprietária do Crepelocks, estabelecimento onde ocorreu a discussão, o caso foi atípico e a mulher encontrava-se transtornada. – Eu não estava mais no local mas minha gerente me ligou para pedir autorização para chamar a segurança. Segundo relatos dos funcionários, a cliente não consumiu nenhuma comida, somente bebida. Perguntei se tinha ocorrido algum problema com o serviço ou algum desentendimento com outro cliente mas parece que ela ficou transtornada por um motivo bobo e apresentava estar fora de si.
Ao final do vídeo, uma outra mulher tenta retirá-la do local o que foi negado com um ?não tem problema, eu sou psicóloga também? para o riso de quem estava presente. Quando reparou que estava sendo filmada, o alvo das ofensas mudou. O grupo que filmava passou a ser alvo de insultos homofóbicos.
A história, porém, continuou por mais tempo, de acordo com Ana Letícia. Mais insultos e ofensas foram proferidas até os seguranças do shopping chegarem para tentar, com muita resistência, retirá-la da loja. Mesmo assim, repetidas vezes a cliente voltou com a justificativa que não tinha pago a conta e era, mais vezes, requisitada a se retirar.
Fonte: Correio



