Crise na Santa Casa de São Paulo abre debate sobre a situação da instituição no país

Nesta semana a crise na Santa Casa chegou a São Paulo, os atendimentos de urgência e emergência chegaram a ser interrompidos, essa situação trouxe a tona alguns questionamentos sobre a instituição no país e sobre o financiamento que é dado a saúde. A Santa Casa é o maior hospital filantrópico da América Latina, atende 6 mil pacientes por dia e vive de doações e do repasse de verba dos governos federal e estadual.

 O problema na Santa Casa de São Paulo chama atenção para a situação financeira precária de outros hospitais filantrópicos do país. A Santa Casa de Campo Grande tem uma dívida estimada em R$ 130 milhões. A de Porto Alegre chega a R$ 150 milhões. E em Belo Horizonte, uma situação ainda mais grave: R$ 200 milhões em dívidas. Na Bahia, a Santa Casa de Santo Antônio de Jesus, precisou de uma subvenção do município para se manter, mas possui uma dívida. Os administradores de todas elas reclamam da defasagem na tabela do SUS.

 Em São Paulo, o Ministério Público Federal abriu um inquérito para apurar a queda porcentual do financiamento federal na saúde e a questionada tabela do SUS, apontadas como muitos como vilã da saúde. Enquanto o SUS paga cerca de R$ 10 por consulta, os planos de saúde pagam entre R$ 25 e R$ 70 reais que seria o valor ideal apontado pelas entidades.

 Outro ponto bastante questionado é a Emenda 29 aprovada 2000 e regulamentada em 2012, nela está previsto o investimento da União na saúde,

seja equivalente ao total do ano anterior mais a variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB). Os Estados devem aplicar 12% dos impostos e os municípios, 15%. Mas essa regulamentação trouxe um grande problema, os gastos dos Estados e municípios eram menores e tendia a aumentar, e assim aconteceu; com isso os valores destinados ainda são menores do que o necessário.

 Por outro lado, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, nega a defasagem na tabela e diz que foi reajustado 37 vezes na qual cerca de 2.400 procedimentos foram atualizados, ele declarou ainda que oferece o refinanciamento de dívidas para santas casas e que, no fim do ano passado, reforçou o pagamento dos atendimentos do SUS com R$ 1 bilhão e seiscentos mil.

 A oura parte da moeda é a gestão da Santa Casa, em São Paulo mesmo, uma auditória está sendo aberta para saber o que te sido feito com a verba que recebe, essa medida contrariou o provedor da Santa Casa, bem como em Santo Antonio de Jesus essa medida que também chegou a ser cogitada ficou apenas nas palavras.

 Em meio a esse jogo de empurra-empurra quem sai perdendo é a população que padece para receber, e muitas vezes chega a não receber o atendimento que por sinal, não custa barato num país que cobra um dos maiores impostos do mundo.