O policial civil suspeito de atirar e matar um bebê em Amargosa, a cerca de 200 km de Salvador, no dia 16 de julho, foi transferido para o município de Castro Alves, situado no recôncavo baiano, segundo informou ao G1, na manhã desta quinta-feira (24), a corregedora-chefe da Polícia Civil da Bahia, Heloísa Brito.
A morte gerou revolta entre os moradores, que resultou em 30 motos, 18 carros e um ônibus incendiados, além da delegacia da cidade. “Ele tinha que ficar afastado [de Amargosa] para não poder influenciar as investigações. Como foi transferido, não tem por que continuar afastado”, disse a corregedora.
Heloísa Brito informou ainda que aguarda o resultado da perícia feita pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) e o encerramento das coleta de depoimentos para concluir o inquérito do crime. A investigação tem prazo de 30 dias para ser concluída.
No sábado (19), a delegada titular da Delegacia de Amargosa, Glória Isabel Santos Ramos, foi exonerada do cargo. O lugar dela foi assumido pelo delegado Adilson Bezerra de Freitas, que estava na cidade de Castro Alves. Heloísa Brito informou que ainda não foi definido o novo local de trabalho da ex-delegada de Amargosa. Onze dos 14 presos libertados pela população logo após o crime já foram recapturados. Três continuam soltos.
Carlos Raimundo de Jesus Cardoso, investigador suspeito, prestou depoimento na Corregedoria da Polícia Civil, em Salvador, na quinta-feira (17). Ele nega ter atirado na criança e a Polícia Civil informa que só a perícia vai poder constatar a origem do disparo. O policial militar que estava com ele durante a ação também foi ouvido pela delegada Andreia Cardoso. Os dois foram liberados após prestarem depoimento.



