O pai dele era alcoólatra e me agredia quando estava bebendo. Eu cheguei a registrar queixa na Delegacia da Mulher e nós nos separamos, mas ele continuou me perseguindo, usando Renê como justificativa?, disse, explicando o motivo de o rapaz ter sido criado pela avó paterna.
Antes de perder os outros dois filhos ? André Luís, morto em 2011, e Edvandson, assassinado em 2012 ?, as drogas também já haviam marcado a ferro e fogo a vida de Claudijane. Há 8 anos, ela perdeu o irmão Claudemir Duarte de Miranda, 24, que roubava para sustentar o vício em drogas ilícitas.
Ele foi assassinado por outro irmão, Fábio Miranda da Mata, hoje com 32 anos, quando tentava roubar um televisor, que seria trocado por entorpecentes. ?Na época, tinham três televisores na casa de meu pai, e meu irmão (Claudemir) tentou roubar uma para vender em troca de drogas. Foi aí que Fábio matou ele?, recordou.
Resumindo a rotina de tragédias dos últimos anos, contou que sua família está cada vez mais desunida. ?A maioria agora só se encontra em velório?, comentou. No de Renê, ontem, Claudijane chegou a ser agredida por parentes paternos do rapaz. Por causa da confusão, não pôde ficar até o final do sepultamento.
Agressões
Horas antes das agressões, pela manhã, recebeu nossa equipe na casa de parentes, para onde foi após carregar os últimos pertences que restaram. A casa na Rua Santa Tereza, em Águas Claras, foi deixada para trás, por conta do medo de represália dos assassinos do seu caçula.


