Mortes no trânsito relacionadas ao álcool atingem maior índice desde 2016, aponta estudo

Taxa voltou a crescer após a pandemia e alcançou 6,2 mortes por 100 mil habitantes em 2024

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A taxa de mortes no trânsito relacionadas ao consumo de álcool voltou a crescer no Brasil e atingiu, em 2024, o maior patamar desde 2016. É o que revela um estudo publicado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).

Segundo o levantamento, o país registrou 6,2 mortes por 100 mil habitantes em acidentes de trânsito associados ao uso de bebidas alcoólicas. O índice é o mais elevado dos últimos oito anos, ficando atrás apenas de 2016, quando a taxa foi de 6,4 mortes por 100 mil habitantes.

O estudo mostra que o Brasil vinha registrando uma redução contínua nesse indicador durante cinco anos. No entanto, a partir da pandemia de Covid-19, a tendência foi revertida, com sucessivos aumentos na taxa de mortalidade ligada ao consumo de álcool por motoristas.

As informações utilizadas pelo Cisa foram extraídas do DataSUS, sistema do Ministério da Saúde que reúne registros oficiais da rede pública de saúde sobre atendimentos, internações e óbitos em todo o país.

O monitoramento realizado pela entidade teve início em 2010, dois anos após a entrada em vigor da chamada Lei Seca, que estabeleceu tolerância zero para o consumo de álcool por condutores de veículos.

A legislação que endureceu as regras para quem dirige sob efeito de álcool foi sancionada em 19 de junho de 2008 e passou a prever punições mais rigorosas para motoristas flagrados alcoolizados, com o objetivo de reduzir acidentes e mortes no trânsito.

Apesar da legislação, o estudo aponta que os indicadores voltaram a crescer nos últimos anos, reforçando o alerta para a necessidade de intensificar ações de fiscalização, conscientização e prevenção à combinação entre álcool e direção.