Passando esta semana pela rua dos Correios notei o velho problema dos carros estacionados vendendo uma série de coisas, geralmente oriundos de Feira de Santana. Fora da normalidade, entretanto, era a situação de um pedinte com uma ferida enorme na perna, sentado na calçada. Não consegui evitar a pergunta: Será que a ferida não seria contagiosa?
É claro que a situação não é só aqui. Em Fortaleza vi na porta de um restaurante um pai pedindo esmola com o filho no colo às 10 horas da noite.
Agora, o que é preciso mesmo é encontrar soluções para esses casos. Tem gente até que faz de uma doença um modo de vida, fazendo turnês com um veículo percorrendo a Bahia, arrecadando dinheiro em todas as cidades por onde anda, esquecendo a possibilidade de tratamento e encontrando ali uma fonte de dinheiro.
Seria muito importante que a saúde pública buscasse o contato com essas pessoas no sentido de garantir-lhes o direito ao tratamento gratuito, a fim de evitar que mais pessoas passassem pelo constrangimento tanto de verem a situação de quem sofre como ( para quem está sofrendo ) estarem expondo seu sofrimento nas calçadas.
Léo Valente



