A coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo deste sábado (18) traz uma informação que mostra o tamanho da crise política que vive não só o Executivo, mas também o Legislativo. Segundo Bergamo, a Procuradoria-Geral da República investiga a informação de que Fernando Baiano, indicado como operador de propinas para o PMDB no escândalo da Petrobras, sofreu ameaças de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, para não fazer acordo de delação premiada.
Segundo Bergamo, Cunha tem mandado recados para Baiano exigindo que ele fique calado. O advogado Nélio Machado, que representa Fernando Baiano, nega. De acordo com ele, a pressão que o operador tem recebido é justamente no sentido contrário — para abrir a boca.
Os dois delatores — Alberto Youssef e Júlio Camargo — que já apontaram Cunha como receptor de propina por meio de Fernando Baiano declararam recentemente à Justiça que temem sofrer represálias por parte do presidência da Câmara dos Deputados. (Metro1)



