Segunda empresa do setor farmacêutico que mais cresceu no Brasil nos últimos cinco anos, o Grupo Natulab inaugurou nesta quinta-feira, 9, com a presença do governador Rui Costa, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, duas novas linhas de produção, que vão gerar 800 vagas de emprego – 300 delas preenchidas imediatamente.
A companhia 100% baiana prevê investimentos de R$ 185 milhões até 2017. Atualmente com 900 funcionários, a expectativa é gerar mais de mil empregos diretos e 2.400 indiretos com toda a expansão.Segundo Marconi Sampaio, presidente do Grupo Natulab, só neste ano o laboratório está investindo R$ 65 milhões. “Temos um mercado de medicamentos muito grande, ainda para ser ocupado, com grandes lacunas a serem preenchidas”, disse Sampaio.
Com a nova unidade, a empresa passa a produzir medicamentos em aerossol, e dermocosméticos. As substâncias em aerosol serão para o tratamento de doenças respiratórias, como asma, doença crônica ligada ao tabagismo (DPOC), bronquites. O setor de dermocosméticos vai produzir loções, gel, cremes, pomadas, soluções e aerossóis.
O governador Rui Costa destacou a importância da fábrica da Natulab. “O empreendimento é uma aposta em Santo Antônio de Jesus, na mão de obra baiana e orgulha a todos”, disse.
Com a expansão do complexo industrial, serão construídos um módulo administrativo e áreas para novas linhas produtivas de aerossóis, semissólidos e dermocosméticos, e também para suplementos alimentares, nutrição enteral, suplementos para atletas, antibióticos, fábrica de chás e ampliação da atual linha de sólidos.
De acordo com Sebastião Rocha, gerente de produção de qualidade do Natulab, o grupo fabricará o primeiro protetor solar em aerossol do Brasil, o SunSol. “O protetor solar em aerossol e creme faz parte da nossa linha de produção”, explicou.
O Natulab também será o único do Brasil que fabricará aerossóis usando gás HFA (hidrofluoralcano). “O CFC, gás utilizado nesse tipo de produção, foi proibido pela Anvisa por causar danos à camada de ozônio. O HFA é uma alternativa”, explicou Rocha.(Cristina Pita / Atarde)



