O que depõe contra cada político investigado pela PF hoje

São Paulo – Cerca de 250 policiais federais distribuídos em seis estados participam hoje da Operação Politeia, a primeira fase da Operação Lava Jato voltada para a investigação de políticos suspeitos de envolvimento no escândalo de corrupção da Petrobras.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, seis políticos foram alvo dos 53 mandados de busca e apreensão autorizados por ministros do Supremo Tribunal Federal. O senador Fernando Collor de Mello(PTB-AL) está entre eles. As buscas acontecem em imóveis ligadas aos suspeitos. 

Batizada de Politeia, a operação de hoje faz referência ao livro “A República”, de Platão, que descreve uma cidade perfeita, na qual a ética prevalece sobre a corrupção. 

Veja quais são as suspeitas contra os políticos que ficaram na mira da Polícia Federal hoje: 

Fernando Collor de MelloQuem é: senador (PTB-AL)

Alberto Youssef afirma ter feito vários depósitos a Fernando Collor de Melo. Segundo o doleiro, os valores variavam entre 200 e 300 mil reais. Youssef também afirmou que o ex-presidente ?tinha uma diretoria na BR Distribuidora?. Ele é acusado de ter recebido 3 milhões de reais oriundos de propina da BR Distribuidora.

Mário NegromonteQuem é: Ex-ministro das Cidades (PP), atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia

Segundo Youssef, o ex-ministro das cidades recebia entre 250 mil e 300 mil reais mensais como pagamento do esquema. O dinheiro era entregue para Negromonte em Salvador e em Brasília. Após a morte de Janene, ele teria feito parte de um grupo que reduziu os repasses de propina para outros políticos do PP em benefício próprio. Diante disso, Ciro Nogueira e outros teriam se rebelado.

Ciro NogueiraQuem é: senador (PP-PI)Fez parte do grupo que se rebelou contra os líderes do PP que reduziram os repasses de propina para a bancada em benefício próprio. Participou de uma reunião com Paulo Roberto Costa no Rio de Janeiro (RJ) para determinar um novo operador para o esquema envolvendo a Petrobras e o PP. Youssef teria perdido o posto devido a atrasos no envio de propina ao partido. Segundo os delatores, Ciro Nogueira também teria sido um dos responsáveis pela distribuição da propina entre os políticos do PP. 

Fernando Bezerra CoelhoQuem é: Senador (PSB-PE)

Teria recebido 20 milhões de reais do esquema para a campanha de Eduardo Campos (PSB) ao governo de Pernambuco em 2010. Naquele momento, Bezerra Coelho era secretário de desenvolvimento do estado.

Eduardo da FonteQuem é: deputado federal (PP-PE)

Está entre os deputados da bancada do PP na Câmara que recebiam dinheiro oriundo do esquema de corrupção na Petrobras. Segundo os delatores, os repasses variavam entre 30 mil a 150 mil reais por mês. Em 2011, participou de uma homenagem do PP a Paulo Roberto Costa em um restaurante em Brasília (DF).

É apontado como o mediador da negociação de repasse de 10 milhões de reais em propina para Sérgio Guerra, então presidente nacional do PSDB, com o objetivo de barrar as investigações de uma CPI sobre negócios ilícitos na Petrobras.

João Pizolatti Quem é: ex-deputado federal (PP) e secretário extraordinário de articulação institucional e promoção de investimentos de Roraima

É suspeito de fazer parte do grupo dos parlamentares do PP que faziam a ?operacionalização do esquema de corrupção? da Petrobras. Em 2010, teria recebido 5,5 milhões de reais de dinheiro oriundo do esquema para a sua campanha eleitoral. (Exame.com)