A Globo Comunicação e Participações S.A, da família Marinho, foi uma das 30 empresas que tiveram sua classificação rebaixada para negativa pela agência Standard & Poor's nesta quarta-feira 29; por meio de colunistas econômicos como Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, a Globo previu por várias vezes o rebaixamento e até a perda do grau de investimento do Brasil, que não se concretizou; já Petrobras e Odebrecht, usadas intensivamente para atacar o governo da presidente Dilma, não sofreram alteração em suas classificações; família Marinho demonstra não seguir os ensinamentos de Miriam e Sardenberg.
A agência de classificação de risco Standard & Poor's avisou que poderá rebaixar a nota de 30 empresas e instituições financeiras do País. Entre elas está a Globo Comunicação e Participações S.A, de propriedade da família Marinho. O anúncio foi feito um dia depois de a S&P reavaliar o Brasil: o grau de investimento foi mantido, mas num patamar inferior: BBB-.
O grupo de comunicação mais rico do planeta, que já deu tantas lições sobre como gerir o Brasil por meio de jornalistas econômicos como Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, e previu por várias vezes a perda do grau de investimento do Brasil, que não se concretizou, demonstra não ter feito o dever de casa.
A relação completa das empresas analisadas pela S&P foi divulgada pelo Diário do Centro do Mundo. Ironicamente, a Petrobras e a Odebrecht Engenharia e Construção, duas companhias que têm sido alvo constante de notícias negativas nos telejornais da Globo, não tiveram suas classificações alteradas pela Standard & Poor's.
Abaixo, a lista completa das empresas que tiveram a perspectiva alterada para negativa:
? AmBev ? Companhia de Bebidas das Américas (AmBev);
? Atlantia Bertin Concessões S.A. (AB Concessões) e suas subsidiárias, Rodovia das Colinas S.A. e Triângulo do Sol Auto-Estradas S.A.;
? Arteris S.A. e sua subsidiária, Autopista Planalto Sul S/A.;
? Braskem S.A.;
? CCR S.A. e suas subsidiárias, Autoban ? Concessionária do Sistema Anhanguera Bandeirantes S.A., Concessionária da Rodovia Presidente Dutra S.A., e Rodonorte Concessionária de Rodovias Integradas S.A.;
? CESP-Companhia Energética de São Paulo;
? Companhia de Gás de São Paulo ? Comgás;
? Companhia Energética do Ceará ? Coelce;
? Duke Energy International Geração Paranapanema S.A. (Duke);
? Ecorodovias Concessões e Serviços S.A. e Concessionária Ecovias dos Imigrantes S.A.;
? Elektro Eletricidade e Serviços S.A. (Elektro);
? Eletrobras-Centrais Elétricas Brasileiras S.A.;
? Globo Comunicação e Participações S.A. (Globo);
? Itaipu Binacional;
? Multiplan Empreendimentos Imobiliários S.A. (Multiplan);
? Net Serviços de Comunicação S.A. (Net);
? Samarco Mineração S.A.;
– Tractebel Energia S.A.;
? Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (TAESA);
? Ultrapar Participações S.A. (Ultrapar); e
? Votorantim Participações S.A. e suas subsidiárias, Votorantim Industrial S.A. e Votorantim Cimentos S.A.
Abaixo segue a lista das empresas que tiveram mantidas as notas de crédito e a perspectiva, em estável:
? Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.;
? BRF S.A.;
? Embraer S.A.;
? Fibria Celulose S.A.; and
? Raízen
Abaixo seguem as empresas que tiveram mantidas as notas de crédito e a perspectiva, em negativa:
? Natura Cosméticos S.A.; e
? Vale S.A. e sua subsidiária, Vale Canadá Ltd.
Abaixo segue a lista das empresas que não foram afetadas pela ação envolvendo o rating do Brasil:
? Klabin S.A.;
? Neoenergia S.A.;
? Odebrecht Engenharia e Construção S.A.; and
? Petróleo Brasileiro S.A. ? Petrobras.
Leia também reportagem da Agência Brasil sobre o assunto:
Standard & Poor's coloca 30 empresas brasileiras em perspectiva negativa
Após mudar a perspectiva de nota do Brasil de estável para negativa, a agência de classificação de risco Standard & Poor's também fez hoje (29) a alteração para 30 empresas e 11 instituições financeiras do país.
A agência manteve as notas das empresas e mudou somente a perspectiva, assim como fez com a nota de crédito em moeda estrangeira do Brasil no longo prazo, que permanece em BBB-. O país manteve o grau de investimento, ou seja, continua sendo considerado seguro para investidores, mas pode ter a nota rebaixada no futuro.
A mudança para as empresas brasileiras é uma consequência dessa alteração de perspectiva de nota do Brasil.
Ontem (28), a agência informou em comunicado que houve “uma correção significativa de política durante o segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff”, mas, mesmo assim, “o Brasil enfrenta circunstâncias políticas e econômicas desafiadoras”.
Fonte: Brasil247/Agência Brasil



