Os familiares de Adílio Cabral dos Santos, de 33 anos, morto após ser atropelado por um trem, em Madureira, na Zona Norte do Rio, no fim do mês passado, firmaram com a SuperVia um acordo de indenização. O acerto foi feito nesta quarta-feira por meio da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. O valor do ressarcimento não foi divulgado, mas parentes afirmam que é satisfatório para, pelo menos, poderem cuidar da saúde da mãe de Adílio, Eunice Feliciano, que sofre de um câncer no intestino.
– Não temos do que reclamar. Vamos agora tentar um plano de saúde para pagar os custos do tratamento da minha sogra (Eunice). Ela está numa luta árdua contra o câncer – afirmou a cunhada de Adílio, Roberta Fogli de Souza, de 35 anos.
A morte de Adílio gerou polêmica porque a SuperVia autorizou que um trem prosseguisse o trajeto passando sobre o corpo do ambulante. O acordo foi fechado após reunião com a mãe e os irmãos da vítima, membros da Defensoria, o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, além de representantes da SuperVia.
A morte de Adílio é investigada pela 29ª DP (Madureira). Um vídeo divulgado nas redes sociais momentos após o atropelamento mostram um funcionário da SuperVia autorizando que o trem passasse por cima do corpo do ambulante. As imagens chocaram familiares e amigos.
Em liberdade
O ambulante tinha quatro passagens pela polícia, sendo três por roubo e uma por tráfico de drogas. Em liberdade desde outubro de 2014, ele tentou ser ajudante de pedreiro, mas não conseguiu emprego. Foi então que decidiu vender balas no trem.(Jornal Extra)


