Para José Eduardo Martins “não é por acaso que a Execução Orçamental revela o IVA a crescer 8% [pois] já tínhamos batido o número de transações de multibanco em julho, o que nunca tinha acontecido fora do mês de dezembro”.
Ainda assim, e apesar de os “números de hoje traduzirem uma tendência sustentada e crescente”, o ex-deputado do PSD adverte: “Não é que estejamos a viver às mil maravilhas e quem pagou a sobretaxa sabe bem que não, mas estamos num caminho sustentado”.
O social-democrata recusou as acusações de eleitoralismo que têm sido feitas à coligação devido à promessa de reembolso da sobretaxa de IRS e afirmou que “é bom recordar que estamos a devolver impostos que já pagámos”.
“Ideal ideal era que pudesse haver uma descida sustentada do volume brutal de impostos que pagamos em Portugal”, fincou.
Por seu lado, Bernardino Soares alerta que “é preciso olhar com muita atenção para os números e retirar conclusões mais profundas” dos números hoje divulgados pela Direção Geral do Orçamento.
“Estamos muito longe de alguma vez nos aproximarmos daquele nível que existia antes deste aumento de impostos enorme”, afirmou o autarca da Câmara de Loures, que defendeu que os números divulgados hoje são “mais a eficácia da máquina fiscal”.
O comunista disse ainda que “olhando para a despesa temos esta quebra gravíssima de 50% nas despesas com a formação e subsídios de desemprego? o que descreve como uma ?coisa brutal”.
“Há indicadores muito preocupantes nesta execução orçamental que mostram que, apesar de termos mais impostos, estamos a cortar na despesa mais necessária e não estamos a ter recuperação económica consentânea”, apontou.
Relativamente à sobretaxa do IRS e à sua devolução, Bernardino Soares diz que esta sobretaxa é ?injusta? e que está a ser usada para ?propaganda eleitoral?.
“Há 265 milhões de euros em reembolsos que ainda não foram feitos. O Governo está a reter o reembolso do IVA até às eleições para dizer, todos os meses, que vai haver devolução da sobretaxa. Mas não há nenhuma garantia nesse sentido. Trata-se de uma manobra de propaganda eleitoral absolutamente inaceitável que manipula os resultados e o funcionamento da máquina fiscal para beneficiar estes dados mensais e a propaganda que quer fazer”, concluiu.(Notícias ao Minuto).



