Cerca de 100 integrantes do Fórum Independente dos Sócios, Amigos e Colaboradores do Hospital Espanhol (Fisache) realizaram uma manifestação na porta da unidade de saúde, na Barra, ontem. Os associados pedem mais transparência nas negociações sobre a venda do hospital e a destituição da atual diretoria da unidade médica.
?Nós estamos tomando conhecimento do desenrolar dessas negociações através da imprensa. Queremos que essas ações sejam mais transparentes?, cobrou a associada Tina Leiro. Vestidos de preto, para simbolizar o luto, os associados se concentraram na Avenida Oceânica, em frente ao Hospital Espanhol.
Eles levaram também um bolo para celebrar o dia 9 de setembro, data em que o hospital suspendeu as atividades, no ano passado. Segundo o coordenador do Fisache, Manolo Muiños, a espectativa é de que na próxima semana seja realizada uma reunião para discutir o assunto.
?A empresa contratada pela diretoria para fazer a negociação com os associados fará a apresentação de uma proposta ao Fórum?, disse. De acordo com ele, desde que o hospital fechou, essa será a primeira proposta formal realizada pela diretoria. A unidade tem 2.500 associados.
O coordenador jurídico do hospital, advogado Washington Pimentel Júnior, informou que uma proposta de venda foi apresentada na quinta-feira ao conselho administrativo da unidade. ?O conselheiro do estado pediu um tempo para avaliar a proposta e deve dar uma resposta na segunda-feira. Se for positiva, vamos apresentar aos associados ainda na próxima semana?, disse.
Atualmente, as dívidas trabalhistas do hospital estão em R$ 30 milhões. Na época do fechamento, a unidade tinha 270 leitos, sendo 60 na UTI adulta e 12 na UTI Neonatal. De acordo com Pimentel, existe a possibilidade de o hospital voltar a funcionar ainda este ano. O nome da empresa interessada na compra não foi divulgado. (Correio)


