Antropóloga com "ossos de vidro" é impedida de embarcar em avião em MG

A antropóloga Adriana Dias, portadora de osteogênese imperfeita, não conseguiu embarcar em um avião da Azul Linhas aéreas nesta sexta-feira (30) por conta do problema também conhecido como ?doença dos ossos de vidro? ou ?doença dos ossos de cristal?. De acordo com o G1, a empresa não prestou o apoio necessário e o aeroporto precisou pagar um táxi para que ela chegasse até sua casa, em Campinas. Adriana exigia que ela fosse transportada da sala de embarque até a aeronave com um ambulifit, plataforma elevatória que transporta pessoas com dificuldades de locomoção.

Com o aparelho, ela não precisaria subir as escadas. A Azul alegou que não possui o equipamento e sugeriu que funcionários a carregassem em uma cadeira até o avião. No entanto, a antropóloga recusou a proposta, argumentando que ela seria arriscada. Adriana voltava para casa depois de participar de um congresso sobre direitos de pessoas com deficiência. ?Era um congresso de pós graduação com diversos cursos e eu estava dando aula justamente sobre direitos de pessoas com deficiências. Olha que ironia. Me senti uma idiota?, disse em entrevista ao G1. ?A cadeira robótica é uma obrigação da empresa, está previsto em lei. A outra empresa que atua no terminal tinha esse equipamento, mas eles (Azul) sequer pediram emprestado”, relatou. A companhia aérea enviou nota afirmando que prestou todo o auxílio possível, mas que a passageira exigiu que o transporte fosse feito pelo ambulift. (Bahia Notícias)