Você costuma utilizar com frequência os serviços ofertados nas agências bancárias? Então é bom se precaver: uma nova greve dos bancários se inicia. A paralisação foi aprovada em assembléia do Comando Nacional dos Bancários e tem início nessa terça, dia 06.
Diante do imprevisto, uma saída para realizar suas operações financeiras pode ser recorrer a soluções tecnológicas. Conheça os principais serviços que podem ser feitos no meio online e fique atento: suas obrigações com relação a contas não mudam durante a greve.
Greve não altera a realização de serviços bancários pela internet. Foto: iStock, Getty Images
Alternativa tecnológica à greve dos bancários
Embora os serviços de atendimento pessoal, como o saque na boca do caixa e a abertura de contas, fiquem suspensos durante os períodos de greve, outros podem ser realizados em meios alternativos, com comodidade e segurança.
Para aqueles que gostam de praticidade, há a possibilidade de recorrer ao internet banking, através do navegador do seu computador. Além de também realizar pagamentos, a opção permite ainda conferir o extrato da sua conta, fazer transferências de valores entre contas e até mesmo encaminhar empréstimos.
O mesmo vale para os aplicativos bancários, disponíveis para uso em tablets e smartphones, no chamado mobile banking. Todos os grandes bancos já disponiblizam, e são super seguros. Basta acessar a Play Store da Google, no caso de equipamentos com Android, ou na Itunes da Apple no caso de equipamentos com IOS e fazer o download gratuito. Alguns bancos já permitem até mesmo o depósito de cheques através do aplicativo. Na maioria dos casos, eles só precisam ser autorizados em um caixa eletrônico para que a realização de transações seja liberada.
Se você tem dúvidas sobre o serviço ou não sabe que tipo de facilidades tecnológicas o seu banco oferece, busque contato com a central de atendimento e verifique que operações podem ser feitas pelo internet banking ou mobile banking não apenas durante a greve dos bancários, pois essas facilidades resultam num ganho imenso de produtividade e tempo. Muitas vezes, o mesmo serviço que você faria no conforto da sua casa ou do escritório, você leva intermináveis minutos nas filas dos bancos, sem contar a perda de tempo que resulta do deslocamento até o banco e o transtorno para se estacionar no centro da cidade.
Vale relembrar, que a greve dos bancários não tira do consumidor a responsabilidade de pagar suas contas dentro do prazo de vencimento. Em caso de atrasos, fica sujeito à cobrança de multa, sem contar que títulos vencidos só serão quitados no banco de origem, então, vale à pena até mesmo antecipar pagamentos para não se deparar com esses custos extras e também com a interrupção temporária de serviços.
Outras opções
Para quem prefere realizar as operações bancárias presencialmente, o pagamento de contas, por exemplo, costuma ser aceito nas lotéricas. Caso essa não seja uma opção para o seu caso, aconcelha-se entrar em contato com o banco por telefone e solicitar uma saída, que pode ser até mesmo a reimpressão do boleto recalculado através do site.
Vale lembrar que, caso a quitação não ocorra e algum meio de pagamento tenha sido disponibilizado, o consumidor pode ter seu nome enviado aos serviços de proteção ao crédito e também precisa arcar com os juros e encargos resultantes do atraso.
De acordo com a Proteste, outro serviço que segue em funcionamento normal é a compensação bancária de cheques e DOCs, considerada atividade essencial pela legislação do país.
Por quê os bancários entrarão em greve?
Em campanha nacional por melhorias, a principal revindicação para a greve dos bancários é o reajuste salarial de 16%, incluindo reposição da inflação e um aumento real de 5,7%.
Para não dar início à paralisação, a categoria também pede aumento na participação dos lucros e resultados (PLR), reajuste nos vales e inclusão do auxílio-educação, melhores condições de trabalho e um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
Nas negociações da última sexta-feira (25), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sinalizou com reajuste de 5,5% no salário, mudanças nos valores da PLR e auxílios refeição, alimentação e creche, além de um abono de R$ 2.500, não incorporado ao salário.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Roberto Von der Osten, a proposta não é condizente com o crescimento do setor bancário em 2015, apesar da crise econômica.



