Dilma diz que ninguém tem força para atacá-la e critica &#39conspiradores&#39

Ao lado dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Mujica (Uruguai), a presidente Dilma Rousseff discursou na abertura do 12º Congresso da CUT, em São Paulo, e sem citar nomes, criticou os “moralistas sem moral” e “conspiradores” que tentam através do impeachment, interromper seu mandato. 

“Eu me insurjo contra o golpismo e suas ações conspiratórias, e não temo seus defensores. Pergunto com toda a franqueza: quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa suficientes para atacar a minha honra?” disse a presidente, que foi aplaudida de pé por uma plateia de mais de 2.000 sindicalistas e militantes simpáticos ao governo.

Segundo o jornal “Folha de S. Paulo”, o discurso de Dilma que durou 37 minutos, foi interrompido seis vezes sob aplausos e gritos de “não vai ter golpe” e “Dilma, guerreira do povo brasileiro”.

A presidente fez ainda duros ataques às tentativas de impeachment. “O artificialismo dos argumentos é absoluto. A vontade de produzir um golpe contra o funcionamento regular das leis e das instituições é explícita. Jogam no quanto pior, melhor, o tempo todo. Pior para a população e melhor para eles”, disse.

A presidente também prometeu não se dobrar e desafiou a oposição: “Quem quer a paz social e a normalidade institucional não faz a guerra política e não destila ódio e intolerância”.

“A obsessão dos inconformados com a derrota nas urnas [quer] obstruir o mandato de uma presidenta eleita contra quem não existe acusação de crime algum. Lutaremos e não deixaremos prosperar”, disse.

Ainda segundo a publicação, Dilma disse que o governo continuará questionando a decisão do TCU que reprovou as chamadas “pedaladas fiscais” ?atrasos em repasses de recursos devidos pelo governo a bancos oficiais para gerar superavit fiscal e também afirmou que jamais negociará com mal-feitos: “Muita coisa está em jogo: a democracia pela qual lutamos, o voto popular como base do poder e a inviolabilidade do mandato concedido pelo povo”.

“Para impedir o retrocesso, conto com as forças democráticas do Congresso, conto com a serenidade dos nossos tribunais, conto com o povo brasileiro e com os movimentos sociais”, completou.

*notícia ao minuto