A Defensoria Pública entrou com uma ação na Justiça para conseguir medicamento à base de canabidiol para uma criança epilética de Vitória da Conquista (517 km de Salvador) na sexta-feira, 9. A família da menina pediu que o remédio seja custeado pelo Sus, pois não tem condições de arcar com os custos da importação.
A criança, de 3 anos, é portadora da síndrome de Ohtahara. Ela já testou diversos tratamentos e medicamentos disponíveis no Brasil, sem conseguir controlar os episódios convulsivos. Já o Hemp Oil, que é produzido apenas nos Estados Unidos, é à base de canabidiol e contém um composto extraído da maconha, surtiu efeito no tratamento das suas crises.
A família da menina procurou a Defensoria Pública do Estado da Bahia para que o remédio importado Hemp Oil seja custeado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a Defensoria, o município de Vitória da Conquista, o Estado da Bahia e o Planserv foram acionados através de ofícios, na tentativa de conciliação e a autocomposição dos conflitos.
Legalização
A importação de medicamentos à base de canabidiol é permitida no Brasil desde janeiro desse ano. Quem precisa desses remédios deve pedir autorização da Anvisa e arcar com os custos da medicação e da importação. No caso da menina de 3 anos, a Anvisa já deu permissão em junho.
Em diversos países, a exemplo dos Estados Unidos, medicamentos à base da planta cannabis sativa já são prescritos e vendidos para o tratamento de uma série de doenças. A substância é eficaz no tratamento de doenças raras e de convulsões.
Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – estuda apossibilidade de retirada do canabidiol da lista de substâncias proibidas. (A Tarde)


