Familiares e amigos de estudante baleado protestam contra a violência em SAJ

Ontem, 26, familiares e amigos do estudante e técnico de enfermagem, Gilberto Jínior fizeram uma manifestação pelas ruas da cidade de Santo Antônio de Jesus, protestando contra a violência que tem feito cada vez mais vítimas. O farmêutico César Tibério, apresentou uma moção de repúdio, na sessão da Câmara, contra a falta de segurança e convocou todas as pessoas que tem ou não familiares vitimados, para se unir ao ato de protesto.

Em entrevista ao repórter Tino Alves, Jaqueline Duarte, namorada de Gilberto Júnior falou sobre o estado de saúde do estudante. Segundo Jaqueline Duarte, ele está internado no Hospital Santa Izabel, em Salvador. A bala que atingiu a caixa toráxica e duas vertebras da coluna, já foi retirada. Gilberto Júnior continua sem o movimento das pernas, mas os médicos dizem que ele tem a possibilidade de voltar a andar. Ele não sente dores na coluna, que a princípio incomodavam bastante, mas tem sentido o peso das pernas, embora não tenha recuperado a sensibilidade.

Jaqueline Duarte disse ainda que, é grande o descaso da Câmara de Vereadores em tentar resolver o problema. “É incrível como eles conseguem tentar dar uma volta em tudo que a gente falou, a gente não disse que a segurança pública era responsabilidade dos vereadores, a gente falou que era responsabilidade do governo do Estado”, afirmou a namorada de Júnior. E disse ainda: “Eles acham que como moram em condomínios aquela guaritas vão proteger eles. E protege, mas só enquanto eles estão ali dentro, porque aqui fora eles correm o risco que qualquer um de nós corre”. As informações trazidas pelo repórter Tino Alves são de que a Câmara dos Vereadores já está articulando uma audiência pública com a presença do secretário de Segurança Pública do Estado.

Tratamento -  Jaqueline Duarte afirmou que Gilberto Júnior já está fazendo fisioterapia e deve receber alta ainda esta semana. O rapaz vai fazer reabilitação na rede Sara, mas ainda não há previsão de quando o rapaz deve recuperar os movimentos.

Sobre o dia em que o crime aconteceu, a jovem informou que, na verdade, Gilberto Júnior ficou 22 horas no local sem socorro. Segundo ela, na madrugada de domingo, depois de gritar por socorro, um homem apareceu mas disse que não podia ajuda-lo porque estava com pressa. “Ele disse que não podia fazer nada, que era para ele esperar que mais tarde alguém vinha pedir socorro”, disse Jaqueline Duarte. No dia seguinte, ele já não estava mais pedindo socorro, mas outro homem acompanhado da sua esposa, estava indo tirar bambu quando viu a vítima e chamou o Samu.

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