Mitos e Verdades sobre HIV é tema de encontro promovido pelo CTA/SAE em Santo Antônio de Jesu

 Andréa Sued Assessora de Comunicação da prefeitura

Cerca de 600 mil pessoas estão infectadas pelo vírus HIV no Brasil, segundo relatório do Ministério da Saúde. A contaminação atinge em grande parte as mulheres, os negros e os idosos. De acordo com o levantamento, a doença cresce principalmente entre as pessoas com mais de 50 anos.

Apesar dos números bastante significativos, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre a patologia e cometem algumas atitudes de risco, como o de não usar camisinha, a melhor forma de prevenção. Há ainda dúvidas sobre se beijar na boca  e abraçar passa Aids, se um portador da doença fica inapto para o mercado de trabalho, ou ainda se todos os portadores do vírus HIV vão desenvolver a síndrome.

Para esclarecer estas e outras dúvidas, a prefeitura de Santo Antônio de Jesus, através do CTA/SAE promoveu nesta segunda-feira, 21 no Antonius Imperial Hotel um evento intitulado: Mitos e Verdades HIV/Aids .

Segundo Oade Cunha o evento tem como objetivo acabar com a desinformação, os mitos e preconceitos que envolvem a AIDS e   melhorar a qualidade de vida das pessoas  que vivem com HIV/Aids

 O evento foi voltado à imprensa  em especial para que sejam divulgadas as informações corretas sobre o funcionamento  do CTA, o que são verdades do vírus HIV, perfil epidemiológico das DST, hepatites, entre outros.

Um dos palestrantes Moisés Toniolo representante da Rede Nacional das Pessoas com HIV Aids sinalizou que o município de Santo Antônio de Jesus tem promovido momentos importantes de discutir a assistência que se dá as pessoas que convivem com o HIV/Aids.

“As ações de promoção preventiva são cruciais e discutir as formar de como  infectar é essencial, lembrando que  prevenir é sempre melhor que remediar. Infelizmente o preconceito ainda existe e a aids não tem cara definida, não é mais uma sentença de morte e não podemos deixar que o preconceito prevaleça” destacou Tomiolo.  

Participaram também do encontro a equipe do CTA: enfermeira Núbia Passos, assistente social Ivonete Melo, farmacêutico Marcos, infectologista Dr. Jean entre outros.

Conheça alguns mitos e verdades sobre HIV/Aids

O portador de HIV tem de separar todos seus pertences pessoais dos de seus familiares Mito – O vírus da Aids pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno. Dessa forma, a convivência deve ser normal, sem que haja a necessidade de separar os pertences, mas não compartilhe objetos perfuro-cortantes.

HIV pode passar pelo beijo na boca

Verdade – Apesar de ser uma afirmação verdadeira, segundo o médico, a possibilidade de alguém ser infectado pelo vírus durante o beijo é mínima e existe apenas se tiver com um ferimento grande na boca, como logo após uma cirurgia de extração de dente. Situação incômoda que, venhamos e convenhamos, não dá condições e nem ânimo para trocar esse tipo de carinho, não?

Toda criança que nasce de mãe com HIV tem o vírus Mito – Bebês que nascem de mães soropositivas têm 17% de chances de serem contaminadas caso a mulher não tome as medidas de prevenção necessárias, segundo o infectologista. Quando as segue à risca, a possibilidade cai para 0,5%. Durante o pré-natal, toda gestante tem o direito e deve realizar o teste de HIV. Quando o problema é identificado, entre as recomendações estão o uso de drogas antirretrovirais, o parto cesariano e a suspensão do aleitamento materno, substituindo-o por leite artificial (fórmula infantil) e outros alimentos, conforme a idade da criança. “No parto normal, o filho tem contato com a secreção da vagina, o que aumenta o risco de transmissão.”

 Ninguém morre de Aids

Verdade – A doença pode deixar a pessoa muito debilitada, o que abre espaço para outras patologias. Estas sim têm a chance de levar o infectado à morte. Portanto, a pessoa não morre de Aids, mas em decorrência dela.

O vírus é transmitido apenas em relações sexuais

Mito – O HIV também pode passar com o compartilhamento de seringas e agulhas; transfusão de sangue contaminado; reutilização de objetos perfuro-cortantes com presença de sangue ou fluidos com o vírus; durante o parto normal.

O portador do HIV não está apto para o mercado de trabalho Mito – Os soropositivos podem viver normalmente, mantendo as mesmas atividades físicas, profissionais e sociais de antes do diagnóstico. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, informou que têm o direito de manter em sigilo a sua condição sorológica no ambiente de trabalho, como também em exames admissionais, periódicos ou demissionais.

Se o fato de ter HIV for motivo de demissão, o portador pode buscar na Justiça seus direitos por ser vítima de discriminação, desde que apresente provas. Pode ainda propor ação trabalhista, com pedido de liminar, para ser imediatamente reconduzido ao cargo.