Médicos dominam o cenário político de Santo Antônio de Jesus

Um ouvinte da rádio Andaiá Fm, chamou atenção na tarde de ontem, 05, para o cenário político de Santo Antônio de Jesus. Segundo o ouvinte, que se identificou como Israel, problemas e queixas com a saúde ainda são constantes na cidade. Apesar disso, para ele, muito pouco tem sido feito para reverter o problema que afeta, principalmente, as camadas mais carentes da população.

Israel chamou atenção para o fato de que a cidade de Santo Antônio de Jesus já foi diversas vezes administrada por médicos, inclusive, o gestor em exercício é um cardiologista, o prefeito Euvaldo Rosa. Segundo ele, esta “preocupação” em filiar médicos pode ser prejudicial para a população já que, ter médicos na administração não garante uma saúde de qualidade.

O apresentador Léo Valente, após o comentário do ouvinte que ressaltou a falta de administradores por formação, afirmou que a ausência de empresários no cenário pode ser ainda uma herança do período em que Antônio Carlos Magalhães esteve no poder, onde perseguir pessoas que iam de encontro com seus planos eram perseguidos.

Segundo ele, o número restrito de empresários também se deve a dedicação quase exclusiva que estes profissionais têm em relação aos seus negócios, assim não há tempo para se dedicar a um cargo político. É evidente a grande presença de médicos no cenário político de Santo Antônio de Jesus. Temos, atualmente, como nomes fortes envolvidos no processo de pré-candidatura os médicos Leonel Cafezeiro, Álvaro Bessa, Aislan Rocha e Everaldo Júnior.

No entanto, o apresentador chamou atenção para o fato de independente da profissão o candidato tem que ser analisado pela sua competência e capacidade de gestão. Além disso, o espaço está aberto para todos, ou seja, os empresários e outros profissionais têm tanto espaço para participar quanto os profissionais de saúde.

Léo Valente lembrou ainda que, a imagem do médico é favorecida pelo contato direto que ele tem com a população no decorrer da sua rotina de trabalho. O paciente estabelece, muitas vezes, uma relação de gratidão com o profissional, o que favorece o candidato no processo eleitoral. O que não significa que o médico esteja, necessariamente, voltado para esta relação de gratidão quando resolve se candidatar.