Dois hospitais que são referência no atendimento gratuito a pacientes de todo o Estado passam por dificuldades. O presidente da Liga Bahiana Contra o Câncer, o médico Aristides Maltez Filho, alertou que, se a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não realizar pagamentos de procedimentos da ordem de R$ 13 milhões, o Hospital Aristides Maltez corre o risco de fechar em até 25 dias. O hospital realiza 3 mil atendimentos por dia pelo Sistema Ãnico de Saúde (SUS). Em situação menos preocupante está o Hospital Martagão Gesteira, que tem cerca de R$ 400 mil a receber da SMS por procedimentos acima do teto contratualizado â além de outra dÃvida de R$ 18 milhões que busca refinanciar junto à Caixa Econômica Federal. Por meio de nota, a SMS afirmou que âreconhece o importante serviço prestado aos portadores de câncer que dependem do SUS, por isso, vem honrando criteriosamente com o pagamento dos valores pactuadosâ. Aristides Maltez Filho disse que, embora o funcionamento e atendimento aos pacientes permaneçam normais, já apresenta dificuldades para sanar dÃvidas com fornecedores e fazer pagamento da folha salarial. Ainda na nota divulgada, a SMS ressalta que âo que o HAM alega estar em aberto refere-se à produção extra teto, ou seja, ao que foi produzido acima do previsto no convênio, inclusive com os serviços prestados a outras cidades do Estado, não pactuadas com Salvador, dificultando o equilÃbrio financeiro do municÃpioâ. Por sua vez, o médico Aristides Filho afirma que hoje chegam ao hospital R$ 6,2 mil mensais e que seria necessário aporte mensal de R$ 957 mil. O médico Aristides Maltez Filho acusa o secretário Gilberto José de âtergiversarâ sobre o assunto. âParece que estão falando de matemática. O extra teto significa pessoas, não são espantalhos, não são ETs, são pessoas que chegam com câncer, à s quais não negamos o atendimento. Não tenho o direito de não atendê-los. O HAM não inventou ninguém com câncer, nem simulou casosâ, afirma Maltez Filho. A Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), por meio da assessoria de imprensa, sugere que o HAM seja incluÃdo em portaria do Ministério da Saúde que incrementa em 20% os recursos repassados para hospitais que atendem 100% pelo SUS. Mas informou que não fará ingerência sobre a SMS, uma vez que Salvador tem gestão plena da Saúde. A SMS informou que pleiteia junto à União a recomposição do teto de média e alta complexidade, beneficiando não somente o HAM, mas também Martagão e outros. Hoje o déficit seria de R$ 4 milhões por mês.
Fonte: A Tarde





