Bebê continua morto na barriga da mãe

 

O sofrimento da dona de casa Valmíria Ferreira Sena, 24 anos, não acabou. Após perder o bebê com nove meses de gestação, ela continuava internada nesta sexta-feira (21/9), na maternidade Tsilla Balbino, na Baixa de Quintas, com o feto na barriga. O caso de Valmíria foi noticiado na edição da última quinta-feira (20), na Tribuna. O pai da criança acusa uma médica do Instituto de Perinatologia da Bahia, Iperba, – onde Valmíria foi atendida pela primeira vez – de ser a responsável pela morte da criança. Segundo a família, a jovem está há quatro dias carregando a criança morta.

 

Na última terça-feira (18), a dona de casa compareceu ao Iperba com o esposo, Henrique Conceição Santos. Segundo o pai da criança, embora estivesse sentido dores e com perda de líquido, a grávida foi orientada a voltar depois 15 dias para ter o bebê, depois de realizado o exame de toque. ?No dia seguinte minha mulher voltou a sentir dores e nós a levamos para o Tsilla Balbino, onde uma ultrassonografia constatou que o coração do bebê não estava batendo?, explicou Henrique.

 

Abalado, ele informou que exames mais detalhados deram conta de que a criança já estava morta a cerca de dois dias. Segundo familiares, até o início da tarde desta sexta-feira os médicos do Tsilla Balbino ainda não haviam conseguido retirar a criança. ?Estamos muito preocupados com o estado de saúde da menina. A gente tem medo que aconteça com ela a mesma coisa que aconteceu com o bebê. Já são quatro dias com o bebê morto na barriga?, afirmou o irmão de Henrique.O casal acusa a profissional que atendeu o caso pela primeira vez, no Iperba, de negligência médica. Para eles a perda do bebê poderia ter sido evitada. Henrique acredita que a criança passou da hora de nascer e por isso acabou morrendo. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde qualquer reclamação sobre procedimentos médicos devem ser denunciados pela Ouvidoria do SUS através do número 0800-284-0011.

 Fonte: Tribuna da Bahia