A greve dos bancários entra nesta sexta (21) no quarto dia sem perspectiva de acabar, já que a Federação Nacional dos Bancos não marca negociação. Em Salvador, 198 agências ficaram fechadas nesta quinta (20). A mesma situação acontece em cidades do interior do Estado. Em todos os bairros da capital baiana é possível observar bancários nos comitês de esclarecimento, prestando orientação à população. Na avenida Sete de Setembro e no Comércio, por exemplo, todas as agências estão fechadas. Apenas os terminais eletrônicos estão abertos.
O mesmo acontece em outras regiões, como Pituba, Barra, Ondina, Campo Grande, Graça, Canela, Garcia, Itaigara, Cabula, Iguatemi e avenida Tancredo Neves, onde a maioria das agências estão sem atendimento ao público. Sem indicação de negociação, o movimento tende a ganhar ainda mais força. Em toda a Bahia já são 559 unidades sem funcionamento.
No interior, aderiram à paralisação Alagoinhas, Amargosa, Andaraí, Barreiras, Barrocas, Bom Jesus da Lapa, Cachoeira, Caitité, Camacan, Castro Alves, Cícero Dantas, Conceição do Coité, Correntina, Cruz das Almas, Dias D?Ávila, Esplanada, Feira de Santana, Governador Mangabeira, Guanambi, Ilhéus, Ipiaú, Ipirá, Irecê, Itaberaba e Itabuna, Itamaraju, Itapicuru, Jacobina, Jequié, Jeremoabo, Luis Eduardo Magalhães e Morro do Chapéu.
Bancários de outros municípios também estão de braços cruzados. Desde terça (18), início do movimento, foram fechadas unidades em Mundo Novo, Muritiba, Mutuípe, Nordestina, Paulo Afonso, Queimadas, Remanso, Santa Luz, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, Santo Estevão, São Domingos, São Felipe, São Félix, São Gonçalo, São Sebastião do Passé, Seabra, Serrinha, Simões Filho, Tanquinho, Teixeira de Freitas, Valença, Valente e Vitória da Conquista.
Negociação
Depois de nove rodadas de negociação sem apresentar uma proposta, a Federação Nacional dos Bancos, ofereceu um reajuste salarial de 6%, que corresponde a aumento real de 0,58%. As demais reivindicações foram negadas. Diante do quadro, os trabalhadores deflagraram greve por tempo indeterminado. A categoria quer reajuste salarial de 10,25%, PLR maior, piso no valor definido pelo Dieese (R$ 2.416,38), o fim das terceirizações, do assédio moral e das metas, igualdade de oportunidades, segurança nas agências, entre outras demandas.
Informação site do Sindicato dos Bancários / Foto ilustrativa





