O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis do Estado da Bahia, Antônio José, afirma que a categoria desaprova a liberação da venda de bebidas alcoólicas após às 22h. Embora a venda tivesse sido proibida pela legislação municipal, uma liminar – expedida pelo desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano – autorizou a comercialização.
Antônio José afirma que “José Augusto (presidente do sindicato patronal, Sindicombustíveis) me procurou para que os dois sindicatos fizessem uma campanha em conjunto pedindo a revenda de bebidas nas lojas de conveniência dos postos após as 22h. Não aceitei, pois eles não providenciam segurança e o trabalhadores ficam expostos. Já houve até assassinato, e agora ele está com retaliação”, protestou.
Ele refere-se à Convenção Coletiva de Trabalho, assinada no último dia 19 de junho, pelos dois sindicatos, e mediada pela Superintendência Regional do Trabalho, que determina que, a partir de 1º de julho, por todo trabalho realizado nos domingos e feriados, as empresas são obrigadas a pagar as horas trabalhadas como extraordinárias, acrescidas de 60%, além da folga em outro dia da semana (valor do salário hora + 30% de periculosidade + 60 % de adicional).
Entretanto, em circular, o presidente do Sindicombustíveis recomenda que deve ser pago aos trabalhadores o valor de R$ 17, sendo que, pela Convenção, o valor estabelecido foi, em média, R$ 45. “A grande maioria dos postos de combustíveis está cumprindo a Convenção Coletiva do Trabalho, mas o presidente do sindicato descumpre a convenção e, neste episódio da venda de bebidas alcoólicas após ás 22 horas, demonstra mais uma vez que só visa o lucro e não dá importância à segurança do trabalhador”, afirmou Antônio José.





