PM prende 22 por boca de urna e candidato por compra de voto na Bahia

A Polícia Militar prendeu 23 pessoas por crimes eleitorais na Bahia até às 11h deste domingo (7), segundo informações da assessoria de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). No município de Amélia Rodrigues, localizado a 80 quilômetros de Salvador, 19 pessoas foram presas pela prática de boca de urna. Um candidato a vereador do município também foi preso pela prática de compra de voto.Mais três pessoas também foram presas pela prática de boca de urna no município de Seabra, localizado a 456 quilômetros da capital baiana. Os detidos foram encaminhados pela Polícia Militar para as delegacias da região.Ainda conforme a assessoria do TRE-BA, 85 urnas eletrônicas apresentaram problemas técnicos até às 14h de hoje (7). Deste total, 82 urnas foram substituídas em todo o estado da Bahia, e 12 na capital baiana. O juiz corregedor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), Josevando Souza Andrade, admitiu que o tribunal não tem efetivo para impedir a prática da boca de urna na capital. ?Toda a eleição é assim, mas não temos como estar em todos os locais. Ainda há dificuldade porque grande parte do efetivo policial do estado foi deslocado para o interior, onde o clima é mais acirrado?, afirmou o juiz para a Agência Brasil.Apesar da proibição de propaganda política neste domingo (7), centenas de placas dos candidatos ainda estão nas ruas de Salvador. O corregedor do TRE-BA disse que os candidatos que tenham placas ou cavaletes apreendidos poderão ser multados em R$ 2 mil a R$ 8 mil. ?Já apreendemos mais de 10 mil placas. Mas nós retiramos e elas são substituídas. Mas todos que tiveram material apreendido serão multados?, assegurou Andrade.Apesar das ocorrências, o corregedor do TRE-BA considera que as eleições estão transcorrendo com tranquilidade. ?Esperávamos um número maior de ocorrência?, disse Andrade. O corregedor ponderou, no entanto, que há preocupação em alguns municípios no interior no momento da divulgação do resultado.Isso porque, segundo ele, nas cidades de Riacho de Santana, Pojuca, Amélia Rodrigues e Valença houve a substituição dos candidatos a prefeito no sábado (6) por outros nomes da coligação ou do mesmo partido. Com isso, não houve tempo hábil para mudança da foto na urna e os candidatos impugnados continuam aparecendo na máquina. ?Nessas cidades os juízes eleitorais pediram reforço policial para a divulgação do resultado?, disse Andrade.Nessas localidades, os votos computados para os candidatos que deixaram a disputa serão destinados aos  substitutos. O temor é de que na hora da divulgação os eleitores dos candidatos substituídos fiquem revoltados com a mudança. (Correio)